
Gisele Alves Santana em seu uniforme sorrindo antes dos trágicos acontecimentos. (Foto: Instagram)
O advogado da família de Gisele Alves Santana, policial militar encontrada morta em 18 de fevereiro em seu apartamento no bairro do Brás, em São Paulo, pediu na segunda-feira (23) a demissão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Indiciado por feminicídio e fraude processual, o oficial ainda mantém a patente mesmo sob investigação criminal, o que motivou o pedido de exoneração da corporação.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em vídeo publicado nesta segunda, José Miguel Jr. Silva demandou ao secretário de Segurança Pública de São Paulo abertura imediata de um Conselho de Justificação (CJ) para afastar o tenente-coronel. “Exijo que usem a via rápida e demitam imediatamente esse senhor”, afirmou o advogado, apontando que a corporação não pode manter em posto de comando alguém sob suspeita de praticar feminicídio contra a própria esposa.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Segundo a defesa, a distinção entre as esferas penal e administrativa garante à Polícia Militar autonomia para aplicar sanções internas independentemente da tramitação criminal. O pedido de CJ não depende de eventual sentença da Justiça comum, mas decorre do regimento interno da corporação, que prevê punições para oficiais que representam risco à ordem pública ou à imagem institucional.
Gisele Alves Santana foi socorrida com vida após ser encontrada com um disparo na cabeça em 18 de fevereiro, mas não resistiu. Moradora do imóvel onde ocorreu o crime, ela vivia em união estável com o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, com base no depoimento do marido e na ausência de sinais claros de luta no local.
A reabertura do inquérito e a exumação do corpo de Gisele revelaram inconsistências na versão apresentada pelo oficial. Novos laudos periciais apontaram diferenças entre a dinâmica descrita e as provas materiais, o que levou à retificação da hipótese inicial de morte autoprovocada.
Com base nesses resultados, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio — qualificadora prevista quando a vítima é mulher em contexto de gênero — e por fraude processual. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Geraldo Rosa Neto, autorizada pela Justiça com respaldo do Ministério Público, para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.
Perícias posteriores concluíram que a trajetória do projétil e a distribuição de sangue em diferentes cômodos não condizem com um disparo voluntário. Esses elementos reforçam dúvidas sobre a narrativa do companheiro de Gisele e motivam a família a exigir sanções imediatas na esfera militar. O caso segue sob apuração, com novos laudos pendentes para esclarecer completamente os fatos.







