Rafael Mayer, de Timbó (SC), não falava nenhuma palavra até os dois anos e meio, quando foi diagnosticado com autismo severo após avaliação com neuropediatra, e passou a apresentar evolução após estímulos com terapias e uso de tablet. Meses depois, por volta dos quatro anos, ele começou a falar de forma inesperada, mas apenas em inglês, idioma que aprendeu sozinho por meio de vídeos e jogos.
Segundo a mãe, Juli Lanser Mayer, o desenvolvimento inicial do menino gerava preocupação. Ele não interagia, não mantinha contato visual e chegou a ser avaliado por possível deficiência auditiva, descartada após exames.
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Mesmo com acompanhamento de profissionais, como fonoaudióloga e terapeuta, Rafael não respondia aos estímulos. A mudança começou após a introdução do tablet no dia a dia, inicialmente vista com resistência pela família.
Ao começar a falar, o menino utilizava exclusivamente o inglês, apesar de nunca ter tido contato formal com o idioma. Posteriormente, ele também demonstrou conhecimento em esperanto e Língua Brasileira de Sinais (Libras), aprendidos de forma autônoma.
De acordo com especialistas, o caso está relacionado ao hiperfoco, característica comum em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que permite concentração intensa em temas específicos. Em alguns casos, esse comportamento pode levar ao desenvolvimento de habilidades mais aprofundadas.
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O português foi aprendido posteriormente, por volta dos cinco anos, após início na escola e acompanhamento pedagógico. Ainda assim, segundo a família, o idioma continua sendo o de maior dificuldade.
Atualmente, aos sete anos, Rafael também teve contato com outros idiomas, como espanhol, russo, japonês, alemão e italiano, além de demonstrar interesse recente pelo árabe. Além das línguas, o menino também apresenta interesse por música. Segundo relatos da família e de professores, ele consegue reproduzir melodias em instrumentos como piano e teclado, mesmo sem instrução formal.
Ao longo dos anos, o diagnóstico foi reavaliado e passou de autismo severo para moderado. A família afirma que segue acompanhando o desenvolvimento do menino, sem previsões definidas sobre o futuro, e busca estimular suas habilidades dentro de suas possibilidades.
















