
Carro onde corpos de Pedro Henrique e Henry Miguel foram encontrados em Praia Grande (Foto: Instagram)
O caso dos primos Pedro Henrique, de 6 anos, e Henry Miguel, de 4, que desapareceram em Praia Grande, no litoral de São Paulo, no domingo (22), e foram encontrados mortos dentro de um carro abandonado na madrugada de segunda (23), ganhou repercussão nacional e novos desdobramentos na investigação. As circunstâncias do sumiço e o estado em que os corpos foram achados mobilizaram a Polícia Civil, que segue apurando cada detalhe para elucidar o ocorrido.
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Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como homicídio, a Polícia Civil praticamente descartou essa hipótese e passou a trabalhar com a linha de investigação que indica asfixia e desidratação das crianças após ficarem presas no veículo. Conforme agentes, não há sinais de ação de terceiros que justifiquem a morte.
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Segundo a Polícia Militar, os primos brincavam em frente à casa da avó paterna na tarde de domingo, quando ela entrou no imóvel para buscar água. Ao retornar, não os encontrou. Familiares e vizinhos iniciaram buscas imediatas e divulgaram pedidos de ajuda nas redes sociais. Ainda no domingo, Ingrid Coelho Faria, mãe de Henry, registrou o desaparecimento na delegacia local.
Câmeras de segurança mostraram Pedro e Henry caminhando sozinhos por volta das 14h46, afastando-se da casa da avó e dobrando uma esquina. A gravação é interrompida por um muro que bloqueia a visão das lentes e, até o momento, não há registro de pessoas estranhas nas imagens analisadas.
Os corpos foram achados dentro de um carro abandonado na Rua Sílvia Dias, no bairro Vila Sônia. No interior do veículo, que depois foi periciado e levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ), havia estilhaços de vidro nos bancos dianteiros, um cobertor e um chinelo. As vítimas apresentavam rigidez cadavérica quando encontradas.
A mãe de Henry, Ingrid Coelho Faria, levantou a possibilidade de que alguém tenha atraído as crianças oferecendo doces ou chamando-as de carro. “Acho que alguém chamou eles, passou de carro ou ofereceu algum doce, e eles foram atrás”, afirmou. Ela ressaltou que, embora os meninos gostassem de brincar na rua, não tinham o hábito de se afastar tanto da casa da avó.
Apesar de os primeiros exames periciais terem apontado possíveis lesões no rosto de uma das vítimas, a Polícia Civil considera que esses sinais podem ter sido provocados por autolesão. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) aguarda a conclusão dos laudos para confirmar as causas exatas das mortes. A linha de homicídio perdeu força com o avanço das investigações, mas o caso segue sob apuração.







