Ex-prefeito admite ter disparado contra fiscal em confronto; ouça áudio

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Ex-prefeito Alcides Bernal e o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini (Foto: Instagram)

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, admitiu em ligação telefônica que foi o autor dos disparos que resultaram na morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na tarde de terça-feira (24). A confissão ocorreu enquanto ele se dirigia à delegacia para se apresentar à polícia. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou a prisão em flagrante do ex-prefeito por homicídio qualificado.

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Em contato com a TV Morena, Bernal afirmou que recebeu alerta de uma empresa de monitoramento sobre pessoas dentro de sua residência e imagens do sistema de segurança. De acordo com o ex-prefeito, ao chegar ao imóvel, os suspeitos teriam investido contra ele, levando-o a disparar. Questionado se foi o autor dos tiros, ele afirmou ser responsável pelos disparos, declarou que o armamento era de sua propriedade e que possuía porte, informação ainda não confirmada pela Polícia Federal.

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Em nota, familiares de Mazzini contestaram a versão apresentada pelo ex-prefeito. Eles informaram que o fiscal tributário estava no imóvel de forma legal, adquirido em leilão pela Caixa Econômica Federal, e que a casa constava desocupada no momento da compra. Segundo os parentes, Roberto Carlos Mazzini entrou na residência desarmado, acreditando ter direito à posse, e não teve chance de defesa diante dos disparos. A família descreveu-o como pai, esposo e filho dedicado e espera que as autoridades esclareçam o caso.

Conforme a Polícia Civil, o fiscal tributário estava acompanhado de outras pessoas, entre elas um chaveiro contratado para abrir o imóvel. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram Mazzini sendo atendido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele recebeu os primeiros socorros na garagem da residência, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu cerca de 25 minutos depois. De acordo com os investigadores, apenas o fiscal foi atingido pelos disparos.

Fontes ouvidas pela emissora local informaram que a casa foi arrematada em leilão judicial no fim de 2025, com lance inicial de aproximadamente R$ 2,4 milhões, valor 36% abaixo da avaliação original de R$ 3,7 milhões. O processo de registro documental do imóvel ainda se encontrava em fase final de cartório quando ocorreu o incidente.

Na caminhonete de Mazzini estacionada na frente do imóvel, os investigadores encontraram uma notificação extrajudicial datada de 20 de fevereiro de 2026, que exigia a desocupação do local em até 30 dias sob pena de novas medidas legais.

Após o ocorrido, Alcides Bernal se apresentou à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário, onde reiterou ter reagido a uma suposta invasão. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que o inquérito permanece em curso e que diligências adicionais serão realizadas para esclarecer as circunstâncias da morte de Roberto Carlos Mazzini.