Flávio Bolsonaro critica prisão domiciliar e condições na Papudinha: ‘Não havia uma flor’

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Flávio Bolsonaro questiona prazo e condições da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou prisão domiciliar temporária de 90 dias para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, a medida é contraditória e não soluciona os problemas de saúde enfrentados pelo pai após o diagnóstico de broncopneumonia. Flávio considerou o caráter transitório da domiciliar como “exótico” e afirmou que a mudança de regime não trouxe adequação às necessidades médicas de Jair.

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Para o senador, a decisão representa um “primeiro passo para fazer justiça”, mas esbarra na limitação temporal. Jair Bolsonaro cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado e só foi liberado do presídio depois de apresentar quadro grave de saúde. Flávio reforçou que o caráter provisório da prisão domiciliar não dá segurança de que o ex-presidente esteja em ambiente apropriado para recuperação.

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Além de criticar a duração do benefício, o senador fez duras observações sobre as condições da detenção em Brasília. Durante a estadia na sede da Polícia Federal e depois na unidade conhecida como “Papudinha”, o ex-chefe de Estado teria ficado em uma sala de cerca de 3 por 4 metros, sem acesso a luz natural, plantas ou elementos que amenizassem o confinamento. O parlamentar disse que Bolsonaro passava até 22 horas por dia trancado e tinha apenas duas horas diárias de sol num espaço reduzido.

Flávio Bolsonaro ainda ressaltou que o ambiente não colaborou para a melhora do seu quadro clínico. “Não havia uma flor para ele poder olhar”, declarou, citando também o barulho constante do ar-condicionado como fator de estresse. Para o senador, tais condições se mostraram incompatíveis com a necessidade de tratamento e recuperação completa da enfermidade.

O prazo de 90 dias para a prisão domiciliar motivou questionamentos públicos do senador, que perguntou se, uma vez recuperado em casa, o ex-presidente seria obrigado a retornar a um local que agravava sua saúde. Flávio avaliou que a limitação temporal desconsidera a evolução do estado clínico e pode expor Jair a riscos caso a melhora não seja consolidada.

Pela decisão de Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato por celular, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação, mesmo por intermédio de terceiros. O senador informou que a família planeja acompanhar o ex-presidente de forma constante na residência, contando com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, possivelmente, com serviço de enfermeiros ou médicos 24 horas por dia.