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Guerra no Irã pode encarecer frango, ovos e carne suína


Ovos quebrados ilustram o aperto nos custos da cadeia produtiva (Foto: Instagram)

A escalada do conflito no Irã já afeta a produção de ovos, frango e carne suína no Brasil. O aumento dos preços do diesel e o encarecimento de insumos têm pressionado toda a cadeia produtiva e geram alerta de possíveis repasses ao consumidor nos próximos dias.

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De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os custos logísticos mais altos e os insumos mais caros podem levar a reajustes nos valores de ovos, frango e carne suína ao longo de toda a cadeia de distribuição.

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Conforme a entidade, o diesel mais caro elevou em até 20% o custo do frete rodoviário, impactando desde o transporte de ração e insumos agrícolas até a entrega dos produtos finais. Além disso, as embalagens plásticas, que dependem do petróleo e têm sua logística prejudicada pelos conflitos no estreito de Hormuz, já registraram alta de até 30%. “Frente a este quadro, é possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços para o consumidor”, declarou a associação.

Apesar da pressão nos custos, os ovos ainda acumulam queda de 10,79% no preço em 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas tiveram alta de 4,55% em fevereiro, impulsionada pela maior procura durante a Quaresma, quando muitos consumidores optam por substituir a carne vermelha.

Em São Paulo, levantamento do Procon-SP em parceria com o Dieese apontou aumento de 9,21% no preço dos ovos na cesta básica, elevando o valor da dúzia de R$ 9,56 para R$ 10,44. Esse movimento também refletiu na alta de 0,31% na cesta em geral no período.

O atual cenário se dá em meio ao chamado “boom das proteínas”. O consumo de ovos por pessoa chegou a 287 unidades em 2025, crescimento de 6,7% em relação a 2024 e de 33,4% desde 2015, à medida que o alimento ganha espaço entre praticantes de atividades físicas e quem busca alternativas de proteína mais acessíveis.

Paralelamente, a produção nacional de ovos alcançou 62,2 bilhões de unidades em 2025, um aumento de 7,9% sobre o ano anterior. Apesar desse crescimento, o equilíbrio entre oferta e demanda não impede o impacto dos custos externos no preço final.

Além dos produtos de origem animal, o setor adverte que os desdobramentos da guerra no Oriente Médio podem pressionar outros segmentos, como medicamentos, eletrônicos, plásticos e fertilizantes, diante do aumento dos custos de matérias-primas e logística.

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