
Irã rejeita plano de paz de Trump por condições unilaterais (Foto: Instagram)
O governo do Irã recusou nesta quarta-feira (25/03/2026) o plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destinado a encerrar o conflito no Oriente Médio iniciada no fim de fevereiro. A informação foi divulgada pela emissora estatal iraniana, que apontou falta de garantias mínimas na proposta. Segundo autoridades de Teerã, o texto elaborado pela Casa Branca impõe prazos e limites unilaterais para o término das hostilidades, o que foi classificado como inaceitável pela liderança do país. Emissários iranianos teriam avaliado que a oferta dos EUA ignora interesses estratégicos de Teerã e introduz condições incompatíveis com sua postura de segurança.
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De acordo com o governo iraniano, o texto falhou ao não garantir impedimento de novos conflitos, indenizações e reparações às regiões atingidas e a cessação imediata de agressões e mortes. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores declarou: “O Irã analisou a proposta e a considera excessiva. Não permitirá que Trump dite o momento do fim da guerra. Teerã continuará se defendendo e encerrará o conflito quando suas próprias condições forem atendidas. A primeira condição para o fim da guerra é o fim dos ataques e assassinatos.”
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A proposta norte-americana, composta por 15 pontos formulados pela Casa Branca e intermediados pelo Paquistão, inclui medidas como o alívio progressivo de sanções contra Teerã, cooperação no âmbito nuclear civil e supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Além disso, sugere limites ao desenvolvimento e armazenamento de arsenal de mísseis e a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados mundialmente. As alterações pretendidas visam reduzir tensões comerciais e garantir a segurança energética, mas foram interpretadas pelas autoridades iranianas como desequilibradas e impositivas.
No dia 23 de março, Donald Trump anunciou uma trégua de cinco dias e determinou o adiamento de possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana. A iniciativa foi apresentada pela Casa Branca como um passo concreto para a desescalada, mas veículos de imprensa alinhados a Teerã negaram qualquer negociação em curso com Washington, reforçando que não há diálogo bilateral ativo. Analistas locais afirmam que, sem uma agenda comum e compromissos mútuos, a interrupção temporária das hostilidades dificilmente evoluirá para um acordo de paz sustentável.
O impasse entre Irã e Estados Unidos ocorre em meio a um cenário de intensificação de hostilidades na região, com consequências humanitárias e econômicas que já afetam diversos países. Desde fevereiro, ataques aéreos, lançamentos de mísseis e operações de forças especiais aprofundaram a crise, elevando o número de vítimas e prejudicando o abastecimento de energia. Especialistas avaliam que somente uma negociação equilibrada, que contemple as exigências de segurança de Teerã e as preocupações estratégicas de Washington, poderá restaurar a estabilidade no Oriente Médio. Até lá, o conflito continua sem perspectiva de encerramento.







