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Policial militar suspeito pelo desaparecimento de família teria forjado post sobre acidente


Policial militar é acusado de forjar acidente para encobrir desaparecimento de ex e pais dela no RS (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar (48), foi quem publicou nas redes sociais, em 24 de janeiro, uma mensagem simulando um acidente de trânsito para disfarçar o desaparecimento dela. Segundo o delegado Anderson Spier, a perícia indicou que o celular de Silvana estava em poder de Cristiano no momento da postagem, o que reforça a hipótese de manipulação das informações para criar a impressão de que ela seguia viva e em viagem.

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Na mensagem inicial do dia 24, o perfil informava que Silvana teria se acidentado ao retornar de Gramado, na Serra Gaúcha, e que ficaria sem sinal de celular por algumas horas. No dia seguinte, outra publicação agradecia as orações e afirmava que a recuperação estava em andamento. Entretanto, a análise técnica do aparelho apontou que ele jamais esteve na rota mencionada, nem registrou conexão em torres de telefonia da região.

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Além de Silvana, desapareceram também seus pais: Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70. O trio não foi mais visto entre as datas de 24 e 25 de janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A investigação trabalha com a linha de feminicídio no caso de Silvana e com duplo homicídio seguido de ocultação de cadáver em relação aos pais. Silvana foi incluída na lista oficial de vítimas de feminicídio no estado em 2026.

O aparelho de Silvana foi encontrado no início de fevereiro em um terreno baldio próximo ao mercado da família, enrolado em um pano preto e oculto sob uma pedra. A câmera estava coberta com fita isolante e não havia impressões digitais no dispositivo. A polícia apurou que Cristiano teria levado o celular ao batalhão onde trabalha, em Canoas, após o desaparecimento.

Cristiano Domingues Francisco está detido temporariamente desde 10 de fevereiro. Ele e Silvana eram pais de um menino de 9 anos. Conforme o delegado Anderson Spier, a equipe policial já reconstituiu a cronologia dos eventos dos dias 24 e 25 de janeiro e comprovou que o alibi apresentado — jantar com um amigo e partida de videogame — não se sustenta, já que não há registros que comprovem sua presença nos locais indicados.

A investigação aponta dois possíveis motivadores para o crime. O primeiro envolve disputas relacionadas à guarda do filho; Silvana havia acionado o Conselho Tutelar por desrespeito às restrições alimentares da criança e planejava buscar um advogado para tratar da guarda. A segunda hipótese envolve o patrimônio da família, que contava com imóveis e outras propriedades, cuja herança passaria ao neto em caso de morte dos três. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, com apoio de cães farejadores, seguem nas buscas pelos corpos. O inquérito está na fase final, e a polícia deve solicitar a prisão preventiva de Cristiano nas próximas semanas.

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