
Monique Medeiros acompanha sessão no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, horas após exoneração do cargo de professora municipal. (Foto: Instagram)
O caso envolvendo a morte de Henry Borel, que ganhou repercussão nacional há cinco anos, continua em andamento na Justiça. Monique Medeiros, professora e ré na investigação criminal sobre o falecimento do filho, chegou a ser presa e, posteriormente, teve liberdade provisória concedida enquanto aguarda o julgamento. A remoção dela do serviço público municipal ocorre em meio a intensos debates sobre ética, responsabilidade e os desdobramentos legais do processo.
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Na tarde de 25 de março de 2026, o prefeito Eduardo Cavaliere oficializou a exoneração de Monique Medeiros do quadro de servidores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro, por meio de publicação no Diário Oficial. Com isso, encerra-se o vínculo da professora com a administração pública, após cinco anos de idas e vindas no cargo.
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A decisão de demitir Monique foi tomada após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Secretaria Municipal de Educação. O procedimento avaliou a conduta funcional da servidora e apontou incompatibilidade entre suas atribuições como professora e a gravidade das acusações que enfrenta. Durante os últimos anos, Monique chegou a ser afastada do cargo e, depois, retornou ao trabalho enquanto avançavam as investigações criminais sobre as lesões constatadas no corpo da criança.
O secretário Renan Ferreirinha explicou que a pasta entendia desde o início que a permanência de Monique no exercício de suas funções não seria adequada. Segundo ele, a suspensão das atividades escolares da professora foi adotada imediatamente após a primeira concessão de liberdade provisória. Ferreirinha afirmou ainda que solicitou diretamente ao prefeito a exoneração, fundamentando-se no estatuto do funcionalismo público e nos princípios éticos que regem os profissionais da educação.
A defesa de Monique Medeiros, liderada pelo advogado Hugo Novais, informou que ainda não teve acesso completo ao ato administrativo e planeja analisar o conteúdo antes de decidir sobre recurso. Novais destacou que pretende recorrer do desligamento, apresentando eventuais argumentos que permitam a reversão da decisão junto ao prefeito do Rio de Janeiro ou às instâncias competentes no âmbito administrativo.
A exoneração de Monique ocorre poucos dias após sua saída da Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, onde aguardou em prisão preventiva determinação da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri. A magistrada havia considerado excessiva a duração da prisão diante dos adiamentos do julgamento. Em seguida, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recorreu, pedindo o retorno da ré ao regime fechado. Além disso, o cronograma do júri precisou ser remarcado depois de um impasse envolvendo a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, ex-companheiro de Monique, cujo pedido de adiamento foi negado.







