
Jovens refletem sobre sexualidade: início de relações é adiado, mas proteção cai (Foto: Instagram)
Dados divulgados pelo IBGE revelam que adolescentes brasileiros estão atrasando o início da vida sexual. Em 2024, o percentual de jovens de 13 a 17 anos que já tiveram sua primeira relação caiu em comparação a levantamentos anteriores, mas especialistas chamam atenção para a redução no uso de preservativos, o que pode aumentar a incidência de infecções sexualmente transmissíveis e gestações não planejadas.
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A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), divulgada em 25 de março de 2026, mostra que apenas 30,4% dos estudantes nessa faixa etária relataram ter tido relação sexual em 2024. Esse índice representa queda de 5 pontos percentuais em relação a 2019 e de 7,1 pontos na comparação com 2015. A tendência de postergação da iniciação sexual vale para meninos e meninas, embora o percentual entre garotos seja maior (34,1%) do que entre garotas (26,8%).
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Os pesquisadores destacam que fatores sociais, familiares e educacionais exercem influência direta no comportamento sexual dos jovens. O tipo de escola frequentada é um dos principais indicadores: 32,7% dos estudantes da rede pública já iniciaram relações sexuais, enquanto o índice na rede privada é de 18,3%.
A gravidez precoce segue como preocupação relevante mesmo com o adiamento da vida sexual. Em 2024, aproximadamente 121 mil meninas entre 13 e 17 anos haviam engravidado pelo menos uma vez, o que corresponde a 7,3% das jovens que relataram ter iniciado a atividade sexual. A maioria desses casos está concentrada entre estudantes da rede pública.
Outro ponto de atenção é a queda no uso de preservativos. Na primeira relação sexual, apenas 61,7% dos adolescentes informaram ter usado camisinha, percentual inferior ao registrado em 2019. Na última relação, o índice de uso também recuou, passando de 59,1% para 57,2%. Profissionais de saúde alertam que essa diminuição pode elevar ainda mais os riscos de IST e gravidez precoce.
O estudo reforça a importância de uma educação sexual adequada nas escolas. A falta de orientação está associada a comportamentos de risco, como início precoce da atividade sexual e menor uso de métodos de proteção. Para especialistas, políticas públicas focadas em informação e acesso a recursos contraceptivos são fundamentais para proteger a saúde dos jovens.







