
Bolsonaro sob escolta médica e policial (Foto: Instagram)
O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar e em recuperação de pneumonia, poderá precisar de uma nova cirurgia no ombro direito, conforme informou o cardiologista Brasil Caiado, membro da equipe médica responsável por seu acompanhamento. Durante entrevista coletiva realizada na manhã de quarta-feira (25), Caiado explicou que, apesar de ainda estar em fase de convalescença, já se identifica a possibilidade de intervenção ortopédica. O procedimento, no entanto, dependerá da evolução clínica e de uma avaliação mais detalhada dos exames realizados na internação.
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Segundo o cardiologista, Bolsonaro relatou dores persistentes no membro direito enquanto permanecia internado. Exames de imagem indicaram uma lesão que pode ter sido acentuada por uma queda ocorrida durante o período de custódia, potencializando o quadro. Embora o ortopedista responsável veja indicação para reparo cirúrgico, ainda não há confirmação definitiva – será necessário observar os próximos dias para averiguar como o ombro responderá ao tratamento antes de decidir pelo procedimento.
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Caiado afirmou que não haverá cirurgia imediata, pois o ex-presidente ainda não concluiu o tratamento de pneumonia. “Me parece que há indicação cirúrgica para a lesão no ombro direito, mas agora não, porque não o liberaríamos em fase de recuperação de uma pneumonia. O ortopedista acha que a queda pode ter potencializado e agravado a lesão, mas precisamos observar a evolução”, declarou. A previsão de intervenção será revista após novas avaliações.
Sobre a alta hospitalar, o médico explicou que ela só será concedida com base na estabilidade geral do paciente. O ciclo de antibióticos, pré-estabelecido pela equipe, encerra-se em 26 de março, quinta-feira. “Clinicamente, ele está estável neste momento. Só se houver alguma intercorrência, mas, particularmente, eu não acredito”, comentou Caiado, ressaltando a importância de manter o monitoramento até o fim do tratamento e todo o acompanhamento pós-internação.
A prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, pelo prazo inicial de 90 dias, diante do agravamento de seu estado de saúde. A medida visa assegurar tratamento adequado fora do ambiente prisional e pode ser revisada a qualquer momento. Além do monitoramento médico, a decisão judicial impõe um conjunto de restrições cautelares para garantir a segurança e o cumprimento das determinações.
Entre as condições impostas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, restrições quanto a deslocamentos e recebimento de visitas, além de vedação de contato com determinados indivíduos. Bolsonaro deverá permanecer exclusivamente no endereço residencial e enviar relatórios diários ao Judiciário sobre sua condição de saúde e eventuais necessidades médicas. O descumprimento dessas regras pode levar à reavaliação da concessão do benefício.







