Colégio militar registra surto de coceira e internações após uso de pó de mico

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Alunos do CEPMG em Cidade Ocidental apresentam crises de coceira após contato com pó urticante (Foto: Instagram)

Um surto de coceira atingiu alunos do Colégio Estadual da Polícia Militar (CEPMG) em Cidade Ocidental (GO) na manhã de quarta-feira (25). Ao menos dez estudantes apresentaram reações alérgicas após contato com uma substância suspeita e precisaram de atendimento médico, alguns com sintomas mais intensos, como irritação cutânea e desconforto respiratório. A ocorrência mobilizou equipes de saúde no local e acionou a Polícia Militar para apurar as circunstâncias do episódio.

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A Polícia Militar investiga se o chamado “pó de mico” foi espalhado deliberadamente nas dependências da escola. Em diversos casos, os alunos relataram falta de ar, exigindo encaminhamento imediato para hospitais da região, onde receberam medicação e suporte respiratório. A direção da unidade colabora com depoimentos de estudantes e funcionários para esclarecer a dinâmica do incidente.

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Em razão do surto, as aulas foram suspensas temporariamente para permitir a higienização completa das salas afetadas. Ainda na tarde de quarta-feira, a limpeza foi concluída e as atividades retornaram normalmente. Na quinta-feira (26), a maioria dos jovens já voltou às salas sem registro de novos episódios. Em nota oficial, a direção assegurou que todos os protocolos de segurança foram adotados com prioridade.

A investigação inclui a análise de imagens das câmeras de segurança e vistorias em várias áreas do colégio para localizar vestígios do pó e identificar quem o dispersou. Em comunicado, a administração classificou o agente causador como um “fator alergênico não identificado” e afirmou que técnicos estão avaliando todos os impactos à saúde dos alunos.

A direção do CEPMG divulgou orientações baseadas na Secretaria Municipal de Saúde, recomendando que os alunos tomem banho ao chegar em casa, evitem água quente e realizem a lavagem separada das roupas usadas durante o incidente. Foi feito um alerta para sintomas graves, como vômitos, sudorese intensa, fechamento de glote e persistência da falta de ar, indicando busca imediata por atendimento médico em caso de agravamento.

O “pó de mico” é obtido de plantas com pelos urticantes que, ao entrar em contato com a pele, provocam irritação aguda e coceira intensa. Ainda que costumeiramente associado a brincadeiras, o produto pode causar reações alérgicas severas em pessoas mais sensíveis, gerando preocupação sobre seu uso em espaços coletivos, especialmente escolas.

As autoridades seguem investigando a origem do material e colhendo depoimentos para responsabilizar os envolvidos. A expectativa é de que, após a perícia identificar o agente e as circunstâncias exatas, novas informações sejam divulgadas para esclarecer por completo o caso.