
Policial penal Tiago Sóstenes mantido preso suspeito de matar influenciadora Flávia Barros (Foto: Instagram)
A Justiça de Sergipe decidiu nesta quinta-feira (26) manter a prisão do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, suspeito de matar a empresária e influenciadora Flávia Barros, de 38 anos, em um hotel no bairro Atalaia, em Aracaju. A audiência de custódia foi realizada no Fórum Gumersindo Bessa e confirmou a permanência dele no Presídio Militar de Sergipe (Presmil), após alta médica.
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Tiago Sóstenes havia sido internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) logo após o crime, onde passou por cirurgia devido a uma tentativa de suicídio. De acordo com a investigação, ele tentou tirar a própria vida após disparar contra Flávia com sua arma funcional. Após receber alta, o policial penal foi recambiado ao Presmil para aguardar as próximas fases do processo.
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Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), o crime ocorreu na madrugada de domingo, 22 de março, poucas horas após o casal ter assistido ao show do cantor Rey Vaqueiro em Aracaju. Testemunhas acionaram a polícia após ouvir disparos, e encontraram Flávia já sem vida no quarto do hotel, enquanto Tiago apresentava ferimentos compatíveis com tentativa de ferir-se. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Sergipe.
A apuração revelou que Tiago mantinha uma vida dupla: casado e pai de três filhos, enquanto se relacionava com Flávia desde novembro. Fontes apontam que o casal oficializou o namoro em 15 de março, dia do aniversário da vítima, exatamente uma semana antes do assassinato. A revelação da dupla vida foi um dos principais pontos destacados pelos investigadores ao justificar o agravo da prisão preventiva.
Natural de Santa Brígida, na Bahia, Flávia Barros era empresária e morava em Paulo Afonso, no norte baiano, onde foi velada. Ela completou 38 anos poucos dias antes do crime e foi sepultada em Canindé de São Francisco (SE) no dia 23 de março. Amigos e familiares descrevem-na como dedicada ao trabalho e muito próxima da comunidade local.
Dois dias depois do assassinato, em 24 de março, Tiago Sóstenes foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, conforme publicação no Diário Oficial do Estado da Bahia. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA), o agente não possuía histórico de irregularidades e tinha registro de conduta compatível com suas funções até então.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer motivação e eventuais circunstâncias que levaram ao feminicídio. Até o momento, a principal linha de apuração aponta para crime de gênero, mas detalhes como possíveis desavenças ou ciúmes ainda não foram confirmados oficialmente. Familiares de Flávia cobram agilidade na investigação e reforçam pedido por justiça.
