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Amiga de Lívia Pereira da Silva morta por facção relata reação da família


Jovem é executada após gesto em apoio a facção em Itinga (MA) (Foto: Instagram)

Nos dias que antecederam o crime em Itinga, no Maranhão, Lívia Pereira da Silva, de 18 anos, privou sua conta no Instagram e apagou todas as publicações após a viralização de uma transmissão ao vivo em que aparecia fazendo sinal de facção. Em entrevista ao Bacci Notícias, uma amiga da jovem revelou que amigos e parentes ainda não compreendem totalmente o que motivou o ataque, enquanto a polícia apura o envolvimento de facções no homicídio. Dois adolescentes já foram detidos com armas e veículos roubados atribuídos à ação criminosa.

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A investigação sobre a execução de Lívia, registrada na madrugada de quinta-feira (26) no bairro Planalto, ganhou nova dimensão com o exame de seu comportamento nas redes sociais. Autoridades forenses destacam que o vídeo ao vivo gravado dias antes pode ter sido interpretado como provocação por grupos rivais. Os investigadores buscam determinar se o gesto em apoio a uma organização criminosa foi o estopim para o ataque.

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De acordo com a interlocutora do portal Bacci Notícias, cujo nome foi preservado, o círculo social de Lívia vive um clima de incerteza. “Ninguém está a par do que de fato ocorreu. Só sabemos o que especulam”, afirmou a amiga, referindo-se às informações oficiais e ao que circulou nas redes sociais. Segundo ela, ainda faltam dados concretos sobre a motivação e os eventos que precederam o crime.

Conforme o relatório da Polícia Militar, criminosos armados invadiram a casa onde a jovem e amigos estavam reunidos. A corporação investiga se o gesto atribuído a uma facção rival ou acertos de contas internos podem ter motivado a investida violenta. Até o momento, não há indícios de ordem direta de lideranças ou disputas territoriais específicas envolvendo a vítima.

Logo após o homicídio, equipes da PM apreenderam dois adolescentes suspeitos de participação direta no ataque. Com eles foram encontrados um revólver, munições e dois veículos registrados como roubados, utilizados na fuga. A Polícia Civil continua a colher depoimentos e analisar imagens de circuito interno para elucidar o papel de cada um dos envolvidos e identificar eventuais mandantes.

O caso reacende o debate sobre segurança em áreas vulneráveis do Maranhão e o impacto que a exposição em redes sociais pode ter na vida de jovens. Especialistas alertam que gestos simbólicos, amplificados pela internet, muitas vezes funcionam como gatilho para confrontos entre facções, colocando em risco a integridade de quem se envolve nessas dinâmicas.

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