Amiga de Noelia Castillo procurou fazê-la desistir da eutanásia minutos antes do procedimento

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Noelia Castillo em hospital de Barcelona pouco antes do procedimento de eutanásia (Foto: Instagram)

A melhor amiga de Noelia Castillo esteve no hospital em Barcelona nesta quinta-feira (26) na tentativa de fazê-la desistir do procedimento de eutanásia pouco antes da realização da morte assistida. A visita, marcada por tensão, ocorreu em caráter de emergência quando a jovem já havia cumprido todas as etapas legais previstas na legislação espanhola para o pedido de morte voluntária. Autoridades hospitalares, entretanto, mantiveram o agendamento conforme o protocolo previsto.
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Segundo relatos divulgados por testemunhas, a amiga chegou acompanhada da filha de Noelia por volta da manhã e aguardou do lado de fora da unidade médica na esperança de conseguir uma rápida conversa. Após várias tentativas, a dupla foi barrada na entrada do setor onde o procedimento estava marcado, mesmo tendo comunicado a situação aos seguranças. A visita frustrada ocorreu apenas algumas horas antes de o protocolo de morte assistida ter início.
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De acordo com pessoas próximas, a principal motivação da amiga ao tentar o contato foi fazer um último apelo para que Noelia reconsiderasse a decisão e pensasse em alternativas para prolongar a vida. Ela teria preparado algumas palavras de encorajamento e reunido familiares e amigos para pedir que o procedimento fosse adiado. No entanto, a equipe hospitalar manteve a autorização judicial e não permitiu a entrada de visitantes na ala de cuidados em fim de vida.

Apesar da tentativa de dissuasão, Noelia afirmou em entrevistas anteriores que sua escolha estava tomada. A jovem de 25 anos declarou que desejava “ir em paz” e pôr fim ao sofrimento que vinha enfrentando há anos por conta das sequelas físicas e emocionais decorrentes de um crime brutal. Seu posicionamento firme foi reforçado ao longo do processo judicial que culminou na permissão para a eutanásia.

Noelia ficou paraplégica em outubro de 2022, quando sofreu um estupro coletivo e, desesperada, pulou do quinto andar de um prédio. Desde então, iniciou uma longa batalha legal contra sua própria família para garantir o direito à morte assistida. Em fevereiro de 2026, a Justiça espanhola finalmente autorizou o procedimento, reconhecendo o pedido fundamentado no sofrimento contínuo e na falta de alternativas terapêuticas satisfatórias.

O procedimento de eutanásia foi realizado conforme o previsto e, segundo pessoas envolvidas no caso, Noelia faleceu de forma assistida sob supervisão médica. A repercussão do episódio reacende o debate sobre as leis de morte voluntária na Espanha e mostra como decisões individuais podem envolver tensões emocionais profundas entre pacientes, familiares e amigos.