
Influenciadora é alvo de operação contra lavagem de dinheiro (Foto: Instagram)
A influenciadora digital Bia Miranda chamou a atenção dos internautas ao publicar uma foto em que três cédulas de R$ 100 eram exibidas penduradas em um cabide, acompanhadas da legenda “lavagem de dinheiro”, em menção ao termo popular que descreve crimes financeiros. A imagem viralizou nas redes sociais e, horas depois, a artista acabou se tornando alvo de uma ação da Polícia Civil.
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Na sexta-feira, 27 de março de 2026, agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumpriram mandados de busca e apreensão na casa da influenciadora, localizada na cidade do Rio de Janeiro. A suspeita é de que ela estivesse envolvida na promoção de jogos de azar clandestinos em plataformas online. Durante o procedimento, foram apreendidos cerca de US$ 40 000 em dinheiro cenográfico, além de joias, um veículo e múltiplos aparelhos eletrônicos.
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De acordo com o inquérito, Bia Miranda vinha utilizando as notas falsas em posts e vídeos nas redes sociais como artifício visual para divulgar sites de apostas ilegais. Segundo o próprio depoimento da influenciadora aos policiais, as cédulas cenográficas serviam para criar conteúdo chamativo e atrair novos participantes para as plataformas de jogos online, que funcionariam sem autorização dos órgãos reguladores.
A operação faz parte da segunda fase da denominada Operação Desfortuna, cujo objetivo é investigar grupos envolvidos em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, bem como seu vínculo com organizações que operam apostas não autorizadas. Na primeira etapa, realizada em agosto de 2025, as autoridades não conseguiram localizar Bia Miranda no endereço informado à Justiça, o que adiou eventuais diligências iniciais.
Além da apreensão dos itens na residência, a polícia também solicitou ao juízo competente o bloqueio das contas bancárias da influenciadora, medida que visa impedir a movimentação de recursos suspeitos enquanto durar a investigação. Todo o material recolhido — as cédulas cenográficas, as joias, o automóvel e os equipamentos eletrônicos — será submetido a perícia para comprovar sua relação com as práticas criminosas apuradas.
