
Bia Miranda nega irregularidades após ação da Polícia Civil (Foto: Instagram)
A influenciadora digital Bia Miranda divulgou um posicionamento oficial na manhã deste sábado (28) por meio de sua assessoria jurídica, após ser alvo da segunda fase da Operação Desfortuna. Na nota, a defesa ressalta que ela não foi condenada e segue colaborando com as investigações, das quais permitiu total acesso aos documentos requisitados.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Na última sexta-feira (27), agentes da Polícia Civil cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Bia Miranda. Segundo o relatório, foram apreendidas joias, um veículo, aparelhos eletrônicos e cerca de 40 mil dólares em cédulas cenográficas, sem valor de face, conhecidas como “fake money”.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em comunicado à imprensa, os advogados de Bia destacaram que o mandado de busca e apreensão é um procedimento de praxe investigativa e “não implica reconhecimento de culpa”. A nota reforça que, em nenhum momento, a influenciadora foi condenada por qualquer crime e que tem fornecido todos os elementos solicitados pelas autoridades.
O ponto mais questionado foi a apreensão das notas cenográficas. Enquanto a polícia sustenta que Bia admitiu usar as cédulas falsas para atrair apostadores a sites ilegais, a defesa explica que esse tipo de material é amplamente utilizado em produções de marketing audiovisual. Segundo os advogados, as cédulas apresentam elementos inconfundíveis de cena, como imagens ilustrativas e até representações de casais, o que descarta qualquer semelhança com dólares oficiais.
A operação, coordenada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DCOC-LD), ocorreu a partir de denúncias do Ministério da Fazenda. Segundo o órgão, a influenciadora teria continuado a promover plataformas de apostas ilegais mesmo após a fase inicial da investigação, deflagrada em agosto do ano passado. Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias de Bia Miranda.
Na conclusão da nota, os advogados Mayara Rodriguez, Graziella Salti, Marco Antonio Pereira Marques e Felipe Passos reafirmam a confiança na presunção de inocência. Eles enfatizam que a utilização de itens cenográficos não configura ato ilícito, que tais objetos nunca foram empregados para captar público de forma irregular e que, ao término da investigação, ficará comprovada a legalidade de todas as práticas da influenciadora.







