
Defesa de Nataly alega surto psicótico no assassinato da adolescente Emelly (Foto: Instagram)
A defesa de Nataly Helen Martins Pereira, apontada como responsável pela morte da adolescente grávida Emelly Beatriz Azevedo Sena, apresentou um laudo técnico que indica que a ré estava em surto psicótico no momento do crime. O fato ocorreu em março de 2025, em Cuiabá (MT), e causou comoção nacional pela extrema violência empregada. Segundo o documento, Nataly não tinha controle de suas ações nem plena consciência do que fazia durante o episódio.
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O documento, elaborado por uma equipe de psiquiatras forenses e psicólogos, concluiu que a acusada apresentava alucinações e delírios, escutava vozes que lhe davam ordens e agia de acordo com instruções inexistentes na realidade. “Ela estava totalmente fora da realidade, ouvia vozes que lhe davam ordens e não tinha domínio do que estava fazendo”, declarou o advogado André Fort ao programa Cadeia Neles, da TV Vila Real.
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Conforme o laudo, os delírios de Nataly tinham forte carga mística e religiosa, com vozes que orientavam cada etapa do crime, do planejamento à execução. Embora a acusação sustente que houve organização, a defesa ressalta que transtornos psicóticos podem gerar comportamentos aparentemente estruturados, sem que a pessoa tenha real entendimento do ato que comete.
O parecer também detalha o histórico pessoal de Nataly, incluindo episódios de violência sexual dentro da família, dependência de maconha e cocaína, além de crises de gravidez psicológica. Para o advogado, essas experiências traumáticas, somadas à falta de tratamento adequado, agravaram o transtorno mental e culminaram no surto que resultou no crime.
Com base na inimputabilidade, tese que isenta criminalmente quem não compreende seus atos, a defesa pede que Nataly seja internada em hospital psiquiátrico em regime fechado, sem a possibilidade de liberdade, mas sob supervisão médica contínua. “Não desejamos a libertação; defendemos um tratamento psiquiátrico rígido, uma prisão médica”, afirmou Fort.
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, consta que Nataly atraiu Emelly com a promessa de doar roupas para o bebê, imobilizou a vítima, assassinou a adolescente e realizou uma “cesárea improvisada” antes de enterrar o corpo no quintal da casa. Posteriormente, tentou se fazer passar pela mãe em uma unidade de saúde, mas exames comprovaram que não havia dado à luz. Ela responde por feminicídio, tentativa de aborto, subtração de recém-nascido, ocultação de cadáver, fraude processual e falsificação de documentos.







