Kátyna Baía processa Gol por R$ 21,5 milhões após prisão equivocada na Alemanha

Posted by


Empresária goiana processa Gol por R$21,5 milhões após prisão na Alemanha (Foto: Instagram)

A empresária goiana Kátyna Baía protocolou nesta semana uma ação contra a Gol Linhas Aéreas, reivindicando R$ 21,5 milhões de indenização pelos prejuízos sofridos. Em 2023, ela foi detida na Alemanha junto com sua companheira, Jeanne Paolini, após suspeita de tráfico internacional de drogas, o que gerou grande repercussão. Kátyna alega que a responsabilidade é integral da companhia aérea pelos danos físicos e psicológicos. A ação inclui pedidos de compensação por lucros não auferidos e abalos morais.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

As duas ficaram presas por 38 dias, depois que drogas foram encontradas em malas que, segundo investigações, teriam sido trocadas inadvertidamente. A empresária afirma que as bagagens com cocaína não lhes pertenciam e que o esquema foi confirmado pela Polícia Federal. Jeanne e Kátyna sempre mantiveram a defesa de total desconhecimento do conteúdo ilícito. O caso expôs falhas no controle de embarque e no monitoramento de bagagens.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Em publicação nas redes sociais, Kátyna detalhou que a troca de etiquetas teria ocorrido no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e envolveu uma funcionária da Gol. Segundo a empresária, essa colaboradora foi identificada, julgada e condenada pela Justiça brasileira, mas a companhia aérea nunca buscou um acordo ao longo de três anos. A executiva destaca que a omissão da Gol agravou o sofrimento de todas as pessoas envolvidas.

O episódio teve início em 5 de março de 2023, quando as brasileiras faziam escala em Frankfurt e, ao desembarcar, encontraram policiais alemães revistando suas malas. A descoberta de cocaína levou à prisão em flagrante sob acusação de tráfico. Desde o primeiro momento, a defesa argumentou que as bagagens haviam sido trocadas sem o conhecimento delas, invalidando qualquer suspeita de envolvimento direto.

A libertação ocorreu em 11 de abril do mesmo ano, após o Ministério Público alemão receber provas enviadas pelo Brasil que desmontaram a tese de tráfico. Documentos e depoimentos brasileiros demonstraram que as passageiras não tiveram qualquer participação na distribuição de entorpecentes. O período de quase cinco semanas na prisão deixou sequelas emocionais e prejuízos financeiros a serem ressarcidos.

Conforme a Polícia Federal, as imagens de câmeras de segurança foram cruciais para comprovar a inocência de Kátyna e Jeanne. O material revelou a ação de uma organização criminosa especializada em trocar etiquetas de bagagem para enviar drogas ao exterior e, indevidamente, incriminar viajantes comuns. A comprovação do golpe serviu de base para a defesa e para futuras medidas de segurança nos aeroportos.

Kátyna afirma que o valor pleiteado tem também caráter pedagógico, visando forçar as companhias aéreas a aprimorarem protocolos de fiscalização e manuseio de malas. Ela alerta que outras pessoas podem ter sido alvo do mesmo golpe. Procurada pela reportagem, a Gol Linhas Aéreas informou que não comentará o processo judicial.