Quem era Ritinha, influenciadora que morreu por doença rara

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Ritinha celebra a vida com otimismo e leveza mesmo diante de desafios extremos. (Foto: Instagram)

A influenciadora digital e ex-atleta Rita Ephrem, mais conhecida como Ritinha, faleceu aos 31 anos nesta quinta-feira (26) após uma longa batalha contra uma condição genética ultrarrara ainda não catalogada. Com passagem pela seleção libanesa de esportes e formação em engenharia mecatrônica, ela conquistou seguidores ao relatar, com transparência e otimismo, os altos e baixos de seu tratamento médico. Seu legado vai além das redes: inspirou muita gente a encarar desafios com coragem.

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A doença que acometeu Ritinha não possui registro formal em bancos de dados genéticos, mas era marcada por crises autoinflamatórias extremas e um quadro grave de imunodeficiência. Segundo relatos que ela mesma divulgou, múltiplas mutações faziam com que o organismo atacasse as próprias células, gerando inflamações generalizadas e recorrentes. Para tentar frear a progressão dos sintomas, a influenciadora submeteu-se a tratamentos experimentais e a protocolos de pesquisa clínica, sempre compartilhando os resultados parciais com seu público.

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Nascida em Belo Horizonte, Ritinha mudou-se ainda pequena com a família para o Líbano, país de origem de seus pais. Foi lá que ela descobriu a vocação para o esporte, competiu em campeonatos regionais e chegou a defender a seleção libanesa em disputas pelo Oriente Médio. Essa vivência internacional moldou seu espírito de superação e o gosto por dividir desafios com quem a acompanhava online.

De volta ao Brasil, estabeleceu-se em São Paulo e concluiu o curso de engenharia mecatrônica. Foi só aos 25 anos que os médicos finalmente identificaram a rara desordem genética após uma série de exames minuciosos. Desde então, Ritinha passou a depender de acompanhamento médico constante e implantou nas redes sociais uma rotina de updates sobre consultas, exames, cirurgias e adaptações de tratamento.

Ao longo dos anos, seus perfis viraram testemunhos diários de resiliência, com vídeos explicando como funcionavam as terapias biológicas, as sessões de fisioterapia e os medicamentos personalizados. Ritinha ganhou respeito por abordar a doença sem tabus, mantendo sempre um tom esperançoso mesmo diante de complicações. Muitos seguidores relatavam ter reencontrado motivação graças ao exemplo dela.

Nos últimos meses, a influenciadora enfrentou hospitalizações prolongadas, sofreu sete acidentes vasculares cerebrais, passou por tromboses e infecções severas. Teve mais de 20 intubações para suportar crises respiratórias e chegou a sofrer cinco paradas cardíacas. Apesar de todo o esforço de equipes médicas e do próprio empenho, o corpo de Ritinha não resistiu. Seu nome, porém, permanecerá vivo como símbolo de bravura frente ao inesperado.