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Caso Bacabal: mãe das crianças desaparecidas afirma estar sofrendo ameaças


Mãe de irmãos desaparecidos em Bacabal denuncia ameaças e paralisação das investigações (Foto: Instagram)

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, no Maranhão, ganhou novos contornos após a mãe, Clarice Cardoso, denunciar publicamente que vem sofrendo ameaças e que as autoridades responsáveis teriam reduzido o ritmo das investigações. Segundo ela, mesmo a quase três meses do caso, não há avanço na apuração do paradeiro das crianças, o que intensifica a angústia da família.

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Clarice disse que não recebe mais retorno de mensagens enviadas a investigadores e que as visitas policiais à sua casa foram interrompidas há cerca de três semanas. Ela relata ainda que entrevistas agendadas com a imprensa nacional foram canceladas. Segundo relatos do jornalista Paulo Mathias, a medida teria sido motivada por supostas ameaças, cuja autoria ainda não foi esclarecida. “Eles prometeram que não iam parar, e hoje eu estou sem saber de nada”, desabafou a mãe.

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As crianças desapareceram em 4 de janeiro, enquanto brincavam com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. Três dias depois, Anderson foi encontrado sozinho, sem roupas e bastante desorientado em uma área de mata. Inicialmente, as autoridades acreditavam que todos teriam se perdido na região, mas o relato de Anderson levantou a hipótese de sequestro: ele contou que um homem os abordou, tirou suas roupas e levou Ágatha e Allan. “Ele me falou: ‘não tia, foi um homem que tirou minha roupa, me deixou lá e levou a Belinha e o Michael’”, lembrou Clarice.

Nos dias seguintes ao sumiço, as buscas envolveram drones, cães farejadores, helicópteros e até equipamentos de sonar no Rio Mearim, sem resultado prático. Um inquérito com mais de 200 páginas foi instaurado, mas, até o fim de fevereiro, não houve conclusão sobre o destino dos irmãos. Surgiu ainda uma pista de que eles teriam sido vistos em São Paulo, porém a informação não foi confirmada pelas autoridades.

Com a estagnação do caso, moradores de Bacabal e entidades de defesa da infância passaram a pressionar o poder público por uma atuação mais enérgica. A família exige que o desaparecimento seja tratado com prioridade e que todas as linhas de investigação sejam aprofundadas, incluindo perícias na região e análise de possíveis suspeitos. Clarice enfatiza que cada hora de atraso diminui as chances de encontrar as crianças.

O próximo dia 4 de abril marcará três meses sem notícias de Ágatha e Allan. Até lá, Clarice promete manter a mobilização e reforça o apelo para que o caso não seja esquecido. “Essa história não pode parar”, concluiu a mãe, determinada a continuar em busca de respostas.

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