
Ex-policial Jaison Muvevi chega ao Tribunal Superior de Harare sob escolta policial. (Foto: Instagram)
O Tribunal Superior de Harare, no Zimbábue, analisa o caso do ex-policial Jaison Muvevi, de 42 anos, que confessou ter atacado fiéis em uma igreja ao alegar que era “obrigado por duendes” a realizar o crime. O massacre, que causou várias mortes e feridos, despertou curiosidade pelo relato das supostas entidades sobrenaturais e pela defesa de insanidade do réu.
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Durante o depoimento, Muvevi afirmou que vinha sofrendo constantes assombrações e que esses “duendes” o teriam levado a ir a um santuário religioso, acompanhado pela mãe. Lá, garantiu, recebeu instruções para abrir fogo contra as pessoas presentes, sem qualquer explicação lógica sobre a motivação das entidades.
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Informações veiculadas pelo jornal The Sun indicam que Muvevi disparou contra várias pessoas, resultando na morte de quatro indivíduos: o “profeta” local Chrispen Kanerusine, de 62 anos; o inspetor de polícia Maxwell Hove; o barman Munashe Majani; e Nyarai Round. Além dos óbitos, outras quatro vítimas ficaram feridas no ataque.
Logo após o episódio, o ex-detetive fugiu para Moçambique, onde permaneceu foragido até ser preso pelas autoridades locais. Relatos apresentados em tribunal descrevem que, ao ser apprehendido, ele ainda teria demonstrado comportamento agressivo, incluindo chutar o corpo de uma das vítimas antes de ser contido.
A advogada de defesa, Jackie Sande, sustentou que Jaison exibia claros sinais de desequilíbrio mental durante o incidente. Testemunhas ouvidas confirmaram que o réu estava extremamente inquieto e relatava a presença de forças invisíveis que o atormentavam. Apesar das alegações de insanidade, Muvevi nega formalmente as acusações de assassinato e aguarda o desfecho do julgamento.
No Zimbábue, crenças em criaturas sobrenaturais como “goblins” ou duendes fazem parte do folclore de algumas regiões, sendo atribuídas a esses seres a responsabilidade por distúrbios e fenômenos inexplicáveis. Ainda que tais relatos façam parte da tradição cultural, as autoridades locais tratam o caso como crime, avaliando a possível influência do estado psicológico do réu na motivação para o ataque.
