
Família de Apollu contesta narrativa policial (Foto: Instagram)
A família do influenciador Apollu contesta a sequência de fatos apresentada pela Polícia Militar após sua morte a tiros na residência onde morava com o companheiro no Paraná. Monique Corrêa, prima da vítima, afirma que Apollu não era um “ex” e jamais invadiu o imóvel. Segundo ela, o casal seguia junto e dividia o mesmo teto, o que torna absurda a ideia de invasão. Os parentes também apontam distorções na narrativa oficial que maculam a imagem do jovem.
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No boletim oficial, o episódio foi registrado na madrugada de sábado (28) em uma casa no interior do estado. Conforme o documento, Apollu teria tentado invadir o imóvel de um ex-companheiro, momento em que o avô do rapaz, de 81 anos, interveio e disparou contra o influenciador. A corporação classifica o incidente como resultado de uma briga motivada pelo suposto acesso não autorizado de Apollu à residência do ex.
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Em entrevista exclusiva, Monique Corrêa refuta veementemente esse relato e nega que houvesse qualquer divergência passional relacionada a término. “Como ele invadiu um lugar onde morava?”, questiona a prima, que classifica de inverídicas as informações que projetam Apollu como instável ou perigoso. Ela lamenta ainda o impacto negativo dessas notícias preliminares no processo de luto da família e no legado do influenciador, que era conhecido por sua personalidade tranquila.
De acordo com a defesa da família, o motivo do desentendimento foi de ordem financeira. Apollu planejava usar parte de uma dívida que o companheiro tinha com ele para custear sua volta à casa da mãe, em São Paulo. Minutos antes dos disparos, o influenciador manteve contato telefônico com a genitora e relatou: “Mãe, olha o que ele está fazendo comigo, ele não quer me dar o dinheiro para eu ir embora”. Pouco depois, veio a confirmação de que ele não resistiu aos ferimentos.
Outro ponto de tensão envolve a versão de que o avô, diagnosticado com Alzheimer, teria atirado ao intervir na briga. Segundo o idoso, ele não se recorda de onde escondeu a arma, ainda que tenha confessado possuí-la. Os familiares de Apollu consideram inconsistente essa declaração. Monique destaca que os disparos foram feitos de frente, no peito, a curta distância, o que não condiz com uma intervenção casual em meio a um conflito em outro cômodo.
O corpo de Apollu foi transladado para São Paulo, onde o velório e o sepultamento estão marcados para segunda-feira (30) no Cemitério da Vila Alpina. A família avalia a possibilidade de contratar representação jurídica para acompanhar o inquérito policial e buscar novas linhas de investigação sobre as circunstâncias da morte do influenciador.







