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Vídeo revela postura do tenente-coronel perante a família da PM Gisele


Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto em depoimento (Foto: Instagram)

Novas imagens do depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto trouxeram à tona as motivações que o levaram a evitar o contato com a família da policial militar Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça em 18 de janeiro. Preso sob acusações de feminicídio e de fraude processual por supostamente interferir na cena do crime, o militar afirmou temer a reação dos sogros caso fosse visto por eles, o que acabou resultando no afastamento voluntário de qualquer encontro.

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Durante o interrogatório, Geraldo Rosa Neto explicou que tanto as psicólogas quanto seu comandante recomendaram que ele não visse o corpo no Hospital das Clínicas, pois os familiares de Gisele estavam a caminho da unidade. Conforme ele relatou, havia receio de uma reação agressiva dos pais contra sua pessoa, na crença de que ele teria tirado a vida da filha. “Que, na cabeça deles, eu que teria matado a filha deles“, afirmou o tenente-coronel.

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Em outro trecho do depoimento, já na delegacia, o militar descreveu que permaneceu em um espaço distinto dos parentes de Gisele para evitar qualquer confronto. Ele disse ter ficado em um andar superior, enquanto os sogros aguardavam em uma área abaixo. A estratégia, segundo ele, visava impedir encontros que pudessem gerar tensão ou tumulto. As declarações foram registradas em meio aos procedimentos iniciais da investigação, que seguem agora para a análise de novos perícias.

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida em 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Embora tenha sido socorrida e levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos. A investigação, inicialmente tratada como suicídio, mudou de rumo após a exumação do corpo e novos laudos periciais, que identificaram contradições na narrativa apresentada.

Com base nas apurações, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e por fraude processual, acusado de manipular a cena do crime. A Justiça expediu o mandado de prisão a pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público. Os peritos constataram que a trajetória do disparo e os ferimentos sofridos por Gisele não se alinham a um ato voluntário, além da existência de manchas de sangue em diferentes cômodos do imóvel, reforçando a suspeita sobre a dinâmica do crime.

O caso segue sob investigação e novos laudos ainda estão sendo aguardados para elucidar definitivamente o que ocorreu na noite de 18 de janeiro. Autoridades afirmam que as próximas etapas envolverão análise complementar de provas e depoimentos de testemunhas para reconstruir a sequência de fatos. Enquanto isso, a família de Gisele aguarda por respostas que esclareçam as circunstâncias da morte da policial militar.

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