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Mulher descobre que tumor cerebral se desenvolveu por 20 anos em sua cabeça


Jodie Boulton exibe cicatriz após retirada parcial de meningioma cerebral (Foto: Instagram)

Jodie Boulton, de 38 anos, mora em Caerphilly, no País de Gales, e conviveu durante aproximadamente duas décadas com um tumor em seu cérebro antes de receber o diagnóstico correto. Inicialmente, ela foi atendida por um médico da família que atribuiu seus sintomas a um transtorno de ansiedade, sem investigar mais a fundo a causa dos desconfortos que vinham se acumulando ao longo dos anos.

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Pouco depois de dar à luz seu único filho, Jodie começou a enfrentar dores de cabeça intensas e percebeu alterações incomuns no próprio corpo: suspendimento precoce da menstruação, dificuldades de equilíbrio e visão dupla. Preocupada, ela foi submetida a uma ressonância magnética, exame que revelou um tumor do tamanho aproximado de uma tangerina alojado em seu cérebro há cerca de 20 anos, segundo a estimativa médica. Em meio ao choque, a paciente relatou sentir “raiva e alívio ao mesmo tempo” ao descobrir finalmente a origem de tanto sofrimento.

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Os especialistas identificaram o diagnóstico como meningioma de baixo grau, tipo mais comum de tumor cerebral, mas que pode se tornar letal se não tratado adequadamente. Entre os sintomas associados a essa neoplasia estão dor de cabeça persistente, alterações visuais, perda auditiva, convulsões e fraqueza nos braços e pernas; em alguns pacientes, contudo, a doença não manifesta sinais claros.

Para remover a maior parte da massa, Jodie passou por um procedimento cirúrgico complexo, no qual eliminaram cerca de 85% do tumor. A parte remanescente ficou aderida ao nervo óptico, tornando o procedimento completo inviável naquele momento. Dez dias após a cirurgia, ela apresentou uma infecção grave que avançou até o osso craniano, forçando os médicos a retirar parte do crânio para conter o avanço da doença.

Internada por duas semanas em tratamento com antibióticos de alta dosagem, Jodie aguardou a chegada de uma placa de titânio para reconstruir sua caixa craniana. Durante todo esse processo, precisou adaptar sua rotina para cuidar do filho de seis anos sem contar com sua plena capacidade física. Em busca de dar sentido à sua história, ela se uniu à Brain Tumour Research para participar de campanhas de conscientização sobre tumores cerebrais. “Não consigo trabalhar por causa dos riscos à minha saúde. Perdi minha independência e fico revoltada ao pensar que, com um diagnóstico precoce, poderia ter retomado minha vida normal”, desabafa.

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