Renan Santos, pré-candidato pelo MBL, propõe separar o Rio de Janeiro do Brasil

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Renan Santos propõe recriar Guanabara e transformar o Rio de Janeiro em cidade-estado (Foto: Instagram)

Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo Movimento Brasil Livre (MBL), anunciou que pretende apresentar uma proposta para separar a capital do Rio de Janeiro do restante do território nacional. Em suas declarações, ele defende a recriação do ex-estado da Guanabara, vigente de 1960 a 1975, criando uma “cidade-estado” com gestão plenamente independente. De acordo com o pré-candidato, essa unidade teria liberdade para elaborar seu próprio orçamento, definir políticas públicas e estabelecer seu modelo de segurança, sem interferência direta do governo federal ou estadual.
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Ele afirmou categoricamente: “Eu vou separar o Rio de Janeiro do Brasil. E adivinha, carioca, isso é uma boa notícia.” Renan Santos também propõe a extinção do atual estado do Rio de Janeiro e a reorganização completa de sua estrutura administrativa. Segundo o pré-candidato, a nova configuração permitiria à cidade uma capacidade própria de enfrentamento ao crime organizado e a adoção de medidas direcionadas ao desenvolvimento econômico local, beneficiando diretamente os moradores.
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Com autonomia total, a futura cidade-estado poderia gerir diretamente suas receitas, planejar investimentos em infraestrutura e atuar de forma independente na contratação de pessoal para as áreas essenciais. Renan destaca que, com esse modelo, o ente teria condições de tocar projetos voltados à educação, saúde e mobilidade urbana sem a necessidade de aguardar repasses ou convênios com instâncias federais ou estaduais. A proposta promete ainda agilidade na tomada de decisões.

Na justificativa de sua plataforma, Renan Santos pontua uma suposta decadência do Rio de Janeiro desde a transferência da capital para Brasília, em 1960. Ele cita como fatores de retrocesso índices elevados de violência, casos de corrupção em diversas esferas e declínio da relevância econômica. Além disso, ressalta a migração de profissionais qualificados para outras regiões do país e a expansão de áreas consideradas vulneráveis, resultando em desafios crescentes para a gestão local.

Outra frente da proposta envolve o emprego das Forças Armadas no apoio às ações de segurança pública na cidade-estado. O pré-candidato afirma que, dessa forma, seria possível “reconquistar” áreas dominadas pelo crime organizado, restaurar a sensação de segurança e garantir operações mais eficientes em conjunto com as demais forças policiais. Renan defende ainda que o envolvimento militar precisaria ser regulamentado por legislações específicas para assegurar o respeito aos direitos dos cidadãos.

Especialistas ouvidos pela imprensa alertam que a alteração na organização territorial brasileira não depende apenas da vontade do Executivo. Pelas regras constitucionais, a criação ou a reformulação de unidades federativas exige tramitação no Congresso Nacional, aprovação em dois turnos nas duas Casas e, por fim, a realização de um plebiscito entre os habitantes diretamente afetados. Sem esses procedimentos, qualquer iniciativa nesse sentido não poderia entrar em vigor.