
Adolescente de 14 anos é resgatada com sinais de tortura em Dias d’Ávila (Foto: Instagram)
Uma gravação atribuída a uma facção divulga detalhes do castigo imposto a uma garota de 14 anos que esteve sumida por quatro dias na Região Metropolitana de Salvador. A jovem desapareceu na tarde da última terça-feira (24) e foi localizada por familiares na noite de sexta-feira (27), às margens de uma rodovia em Dias d’Ávila, na Bahia. A Polícia Civil da Bahia investiga o caso para compreender a cronologia dos fatos e identificar os responsáveis pela violência contra a adolescente.
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Ao ser encontrada, a menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo e a cabeça totalmente raspada, indícios da brutalidade sofrida enquanto esteve sob custódia. Autoridades acreditam que ela tenha sido retirada de casa por homens armados a mando de uma facção e, possivelmente, levada à capital baiana antes de ser abandonada no local de resgate. Familiares afirmam que as condições em que a garota foi deixada reforçam a gravidade do ocorrido.
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A Polícia Civil, por meio da 25ª Delegacia Territorial de Dias d’Ávila e com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), intensificou as diligências desde o registro do desaparecimento. Foram colhidos depoimentos de familiares e testemunhas, além da análise de imagens de câmeras de segurança e dados de dispositivos eletrônicos. O encontro da adolescente representa um avanço importante para avançar nas investigações e restringir o círculo de suspeitos.
A versão apresentada pela própria jovem, captada em vídeo após o resgate, adiciona novos contornos ao inquérito. No conteúdo exibido nas redes sociais, ela relata ter “sofrido o que tinha que sofrer” e afirma que “não era nem pra estar viva”, sugerindo que foi submetida a coação severa. Os investigadores agora confrontam essas declarações com laudos periciais e depoimentos para validar cada detalhe do relato.
Um áudio extraído de um material atribuído à facção ganhou repercussão no último fim de semana, intensificando a comoção em Dias d’Ávila. Na gravação, vozes que se identificam como membros do grupo criminal fazem referência ao suposto motivo pelo qual a adolescente teria sido punida, embora ainda não haja confirmação oficial sobre as ordens registradas no arquivo de áudio.
A colaboração da família e a avaliação do cenário em que a jovem foi deixada são consideradas fundamentais para determinar se o episódio configura retaliação interna da facção ou se havia outra motivação para o sequestro e as agressões. Enquanto isso, a Polícia Civil prossegue com a coleta de provas técnicas e novas testemunhas, em busca de esclarecer completamente as circunstâncias do crime.







