
Caiado e Lula no debate de 1989: o icônico “quando você crescer, eu faço” (Foto: Instagram)
Ao oficializar sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, resgatou um dos episódios mais emblemáticos de sua trajetória política: o confronto com Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1989. Naquele pleito, marcado pela redemocratização do país, Caiado buscava ganhar visibilidade nacional e se apresentar como representante do interior. Três décadas depois, ele tenta se consolidar como alternativa viável ao atual presidente, ocupando novamente o foco do debate eleitoral.
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Na disputa de 1989, Caiado tinha 40 anos e Lula, 44. Durante um debate exibido pela TV Band, o então candidato do PT foi interrompido por Caiado, que pedia direito de perguntar. Lula reagiu com uma das falas mais lembradas da campanha: “quando você crescer, eu faço”, acrescentando que só questionaria o rival caso atingisse 1,5% nas pesquisas eleitorais. O episódio virou símbolo do embate entre gerações políticas naquele momento de transição.
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No resultado da eleição presidencial de 1989, Caiado obteve 0,72% dos votos, ficando na 10ª posição. O pleito foi vencido por Fernando Collor de Mello, que derrotou Lula no segundo turno. À época, o governador ainda era pouco conhecido fora de Goiás e buscava se apresentar como porta-voz do interior brasileiro, em contraste com líderes mais consolidados nos grandes centros urbanos.
Passadas mais de três décadas, Caiado retorna ao cenário presidencial, agora dividindo espaço com Lula e com Flávio Bolsonaro (PL), citado em seus discursos recentes. Pesquisas apontam que ele conta com cerca de 4% das intenções de voto para o primeiro turno. A pré-candidatura foi lançada em São Paulo, com o apoio do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, superando concorrentes internos como Ratinho Junior e Eduardo Leite, que criticou a escolha por reforçar a polarização.
Formado em medicina, Caiado serviu cinco mandatos como deputado federal e um como senador. Em 2018, conquistou o governo de Goiás e foi reeleito em 2022. Sua atuação no Executivo estadual fortaleceu seu nome no PSD, partido pelo qual tenta agora a Presidência. A trajetória no Legislativo e no comando de Goiás faz com que ele seja visto como liderança experiente, capaz de dialogar com diferentes setores políticos.
Apesar de ter se distanciado de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, Caiado reatou laços com o ex-presidente em busca de apoio político. Em recente discurso, afirmou que, se eleito, concederia anistia a Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe. A declaração reforça sua estratégia de atrair simpatizantes bolsonaristas e outros segmentos da direita.
