Grupo de brasileiros envia carta a Maduro pedindo libertação imediata pelo governo dos EUA

Posted by


Ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro durante pronunciamento (Foto: Instagram)

Na última segunda-feira (30/03), um coletivo de cidadãos brasileiros encaminhou uma carta ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, solicitando sua libertação imediata das mãos do governo dos Estados Unidos, que o mantém detido desde janeiro de 2026. O texto também faz um apelo pela soltura de sua esposa, Cilia Flores, detida no mesmo processo. Essa iniciativa ocorre em meio ao procedimento judicial instaurado contra o casal em solo norte-americano, onde aguardam julgamento por acusações criminais.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

O documento foi tornado público pela organização Levante Popular da Juventude, que destaca a importância de reafirmar o princípio da soberania nacional e dos direitos humanos nos fóruns internacionais. Segundo a entidade, a manifestação simboliza um ato de solidariedade à Venezuela e um protesto contra a influência das potências estrangeiras. Em comunicado, o grupo afirma que a carta busca ampliar o debate sobre a legalidade das ações dos Estados Unidos na América Latina.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

No corpo da carta, os autores qualificam a operação de captura de Maduro como um “sequestro”, atribuindo aos Estados Unidos a responsabilidade pelo ato. O texto menciona o ex-presidente Donald Trump, acusando-o de se comportar como “xerife das Américas e do mundo”. “Exigimos a sua imediata libertação, Nicolás e Cilia, e denunciamos os covardes ataques do imperialismo à Venezuela”, afirma um trecho. Ainda de acordo com o grupo, a detenção violou acordos internacionais e ignora princípios fundamentais de direito e jurisdição.

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados em janeiro durante uma ação coordenada por agências federais dos Estados Unidos e transferidos para Nova York, onde atuam no Complexo de Instalações Penais Federais. Eles respondem a acusações de narcoterrorismo, conspiração para tráfico de drogas e posse ilegal de armamento, enquadradas em leis norte-americanas contra crime organizado. Desde então, permanecem sob custódia, aguardando a abertura de seu julgamento, ainda sem data definida, em tribunal de Manhattan.

A prisão do casal faz parte de uma ofensiva dos Estados Unidos na região, oficializada como combate ao tráfico internacional de entorpecentes. A ação provocou reações diversas no cenário internacional, com governos aliados e organizações de direitos humanos questionando sua legalidade e possíveis repercussões políticas. Especialistas ressaltam que o caso pode impactar negociações diplomáticas entre Washington, Caracas e outros países latino-americanos, além de influenciar o debate sobre intervenções extraterritoriais em disputas judiciais.

Até o momento, não há confirmação pública de que a carta tenha chegado às mãos de Maduro ou sido protocolada na unidade prisional de segurança máxima em que ele está custodiado. Enquanto isso, o processo judicial segue em curso, com a expectativa de novas audiências em tribunal federal. O Levante Popular da Juventude reafirma seu compromisso em pressionar pela libertação imediata do ex-presidente e de sua esposa.