
Ovos de Páscoa ficam até 25% mais caros e pesam no orçamento (Foto: Instagram)
Nesta Páscoa, os consumidores brasileiros enfrentam uma alta de até 25% no preço dos ovos de chocolate, pressionando ainda mais o orçamento familiar. O encarecimento ocorre em um momento em que o custo do cacau permanece elevado, embora as cotações internacionais já tenham apresentado recuo.
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A crise global do cacau vem reduzindo a oferta da matéria-prima desde 2022, elevando seus custos a níveis recordes. Mesmo com a recente queda no valor do produto no mercado externo, o varejo segue operando com estoques comprados quando as cotações estavam em alta, de modo que a redução ainda não chegou ao consumidor.
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Diante desse cenário, manter a tradição de presentear na data se tornou um desafio financeiro. A aquisição de apenas dois ovos de Páscoa de tamanho médio pode comprometer uma fatia considerável do salário-mínimo, o que obriga as famílias a repensar o cardápio da celebração e buscar alternativas mais econômicas.
Apesar do aperto no bolso do consumidor, a indústria demonstra otimismo. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim e Balas (Abicab) registrou crescimento na produção total de chocolate, de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025. No segmento específico de ovos de Páscoa, a fabricação passou de 45 milhões de unidades em 2025 para 46 milhões em 2026, resultado de um planejamento industrial iniciado em agosto do ano anterior.
No mercado internacional, o preço do cacau recuou de 12,5 mil dólares por tonelada em dezembro de 2024 para cerca de 2,5 mil dólares em março de 2026. Contudo, os produtos disponíveis nas prateleiras nacionais ainda são fruto de contratos firmados durante o pico da cotação, o que mantém os valores finais elevados até que novas remessas com custo menor sejam processadas.
Além das oscilações do cacau, outros elementos internos seguram o preço do chocolate no Brasil. Custos com embalagens metálicas e plásticas, brindes promocionais e despesas logísticas — em especial frete e combustíveis — pesam no cálculo do valor ao consumidor.
A disparada dos preços começou em 2022, quando adversidades climáticas na África Ocidental — região que responde por cerca de 70% da oferta mundial — e surto de fungos nas plantações de Costa do Marfim e Gana reduziram significativamente a safra. Essa combinação de fatores resultou em menor oferta global e aumento do custo ao longo de toda a cadeia produtiva.
