Site icon Jetss BR

Preços dos medicamentos sobem no Brasil a partir desta terça


Prateleiras de farmácia com cartazes alertando para o reajuste de preços dos medicamentos até 31/03. (Foto: Instagram)

O governo federal liberou um reajuste nos preços dos medicamentos a partir desta terça-feira (31), com alta média de 1,95%, abaixo da inflação oficial. O limite máximo de aumento chega a 3,81%, mas os percentuais variam conforme a concorrência em cada segmento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União após aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

A CMED define tetos de correção de preços segundo três faixas de reajuste, que servem de parâmetro para a indústria e as farmácias. O critério considera o grau de concorrência entre fabricantes e presença de genéricos, buscando equilibrar os custos ao paciente e os custos operacionais do setor.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

As faixas são: Nível 1, com aumento de até 3,81% para produtos de alta concorrência, como diuréticos, betabloqueadores, estatinas e metformina; Nível 2, com teto de 2,47% para tratamentos mais recentes e marcas com menos competidores; e Nível 3, que permite elevação de até 1,13% para medicamentos de baixa concorrência, como determinadas insulinas de longa duração.

No acumulado de 2026, o reajuste médio ficou em 2,47%, o menor patamar dos últimos 20 anos e inferior ao índice de inflação medido pelo IPCA. Vale ressaltar que o aumento é facultativo, e as farmacêuticas podem optar por aplicar porcentuais inferiores ou postergar o repasse, desde que não ultrapassem os limites estipulados pela CMED.

O sistema de controle de preços no Brasil classifica dois valores: o Preço Fábrica (PF), que representa o valor máximo cobrado pela indústria, e o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), que indica o teto nas farmácias. Esses parâmetros devem estar disponíveis ao público, e os estabelecimentos estão proibidos de cobrar acima desses valores.

O impacto para o consumidor varia de acordo com a frequência de uso e a categoria do medicamento. Pacientes em tratamentos contínuos, como para hipertensão e diabetes, podem perceber maior impacto ao longo do tempo. Por outro lado, a ampla oferta de genéricos, descontos e programas de fidelidade ajudam a reduzir o custo final, e nem todos os remédios terão alta imediata — alguns podem até manter o preço estável.

Exit mobile version