
Pinóquio: o símbolo clássico das mentiras de 1º de abril (Foto: Instagram)
O Dia da Mentira, festejado em 1º de abril, tem sua origem atribuída à reforma do calendário no século XVI e a rituais de antigamente. A data, hoje vinculada a brincadeiras e histórias inventadas, saltou fronteiras e ganhou força em diferentes culturas antes de se estabelecer no Brasil no século XIX.
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Em nações de língua inglesa, a comemoração é conhecida como April Fool’s Day ou Dia dos Bobos de Abril, momento de pregar peças em amigos e familiares. Já na França e na Itália, o 1º de abril é chamado de “Poisson d’avril” e “Pesce d’aprile”, respectivamente, em referência a brincadeiras infantis de colar peixinhos de papel nas costas de desconhecidos. Essas versões regionais mostram como a data ganhou contornos culturais distintos pelo mundo.
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A explicação mais aceita para o surgimento do Dia da Mentira remonta a 1582, quando o papa Gregório XIII implementou o calendário gregoriano. Antes da mudança, várias regiões europeias consideravam o Ano-Novo entre o fim de março e o começo de abril. Com o novo sistema, o primeiro dia do ano passou a ser 1º de janeiro, provocando resistência em quem preferia seguir a contagem tradicional.
Os que se mantiveram fiéis ao calendário antigo viraram alvo de trotes e humilhações públicas. Eram convidados para celebrações fictícias ou recebiam convites inusitados que só se revelavam falhos após o evento. Essas práticas de zombaria teriam sido o embrião das pegadinhas que marcam o 1º de abril até hoje.
Além da reforma calendárica, estudiosos apontam conexão com festivais romanos como o Hilária. Comemorado durante o equinócio de março em homenagem à deusa Cibele, o encontro era marcado por festas, disfarces e inversão de papéis sociais — elementos que ecoam no espírito libertário e irreverente das brincadeiras contemporâneas.
No Brasil, o costume ganhou força no século XIX. Em 1828, o jornal mineiro A Mentira estreou com uma matéria falsa sobre a suposta morte de Dom Pedro I, gerando grande repercussão. O episódio ajudou a consolidar o 1º de abril no calendário brasileiro como dia reservado ao humor e à criatividade, perpetuando a tradição que perdura até os dias atuais.
