China e Rússia elevam tensões globais ao comentar conflito armado iniciado por EUA e Israel

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Donald Trump e Xi Jinping trocam aperto de mão diante das bandeiras dos EUA e da China (Foto: Instagram)

Nesta quinta-feira (2), China e Rússia emitiram declarações que intensificaram a tensão internacional ao se referirem ao conflito armado no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro. A série de ataques coordenados contra o Irã, atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, marcou o início da escalada. Os pronunciamentos de Beijing e Moscou ressaltam a preocupação de ambas potências com o impacto regional e global do enfrentamento, destacando riscos de instabilidade política e econômica que podem se estender muito além do Golfo Pérsico.

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Em resposta às declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, culpou Washington e Jerusalém pelo bloqueio do canal marítimo estratégico. Segundo ela, essa ação provocou dificuldades no abastecimento mundial de petróleo e combustíveis. “A raiz do problema das interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz são as operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Somente por meio de um cessar-fogo e da conquista de paz e estabilidade na região do Golfo é que a segurança e o funcionamento fluido das rotas marítimas internacionais podem ser garantidos de forma fundamental”, afirmou Mao Ning.

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Na mesma semana, o presidente Trump declarou que os Estados Unidos não pretendem intervir para reabrir o Estreito de Ormuz, alegando que “os Estados Unidos praticamente não precisam” do petróleo que passa pela região. Ele sugeriu, ainda, que cada nação interessada negocie individualmente com o Irã ou participe de maneira direta no conflito para restaurar o fluxo comercial no canal.

Por sua vez, Moscou adotou tom mais veemente. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ressaltou a disposição russa de atuar como contraponto a Washington, caso seja preciso. “Se nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar nossa contribuição para que a situação militar transite para um caminho pacífico o mais rápido possível”, declarou Peskov, sem detalhar que tipo de apoio ou envolvimento o governo de Moscou poderia fornecer.

Em nova fala, Mao Ning voltou a defender que medidas militares não resolverão o impasse e que a escalada do conflito não beneficia nenhuma das partes envolvidas. Ela pediu que todas as nações com interesse na região concordem em cessar imediatamente as ações bélicas e iniciem o mais rápido possível um processo de diálogo e negociação pela paz.