
Irmã de megatraficante uruguaio é presa na Bolívia (Foto: Instagram)
Tatiana Marset, 22 anos, irmã do megatraficante uruguaio Sebastián Marset, foi presa na Bolívia sob suspeita de participação direta no tráfico internacional de drogas. Famosa por exibir uma vida luxuosa em suas redes sociais, ela é apontada pelas autoridades como uma peça-chave na operação criminosa liderada pelo irmão. Nas postagens, Tatiana ostentava carros importados, joias de alto valor e viagens a destinos internacionais, o que chamou atenção dos investigadores para a suposta origem ilícita dos recursos. A ação que resultou em sua detenção ocorreu após meses de monitoramento das movimentações financeiras e do padrão de vida da jovem.
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De acordo com investigações conduzidas pela polícia boliviana, Tatiana ingressou na estrutura do grupo ainda na adolescência. Entre as atribuições que lhe são atribuídas estão a coordenação logística de membros estrangeiros da quadrilha, o armazenamento e a ocultação de armamentos e a gestão das finanças milionárias do esquema. Fontes ligadas ao caso revelam que ela recebia orientações diretas de Sebastián para organizar o envio de armas e coordenar a chegada de novos operadores do tráfico no exterior. Além disso, ela teria sido responsável por supervisionar complexas transferências de dinheiro, garantindo o sigilo sobre a origem e o destino dos valores.
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As apurações indicam que o esquema operava com alto grau de sofisticação, adotando uma clara divisão de tarefas e uma robusta rede financeira. Tatiana, segundo os investigadores, exercia papel estratégico para assegurar o fluxo de recursos e prestar suporte logístico a integrantes que atuavam em outros países. Essa organização criava camadas de disfarce para dificultar o rastreamento de ativos e driblar fiscalizações. A estreita colaboração entre os membros da família Marset e operadores internacionais tornou a quadrilha especialmente difícil de combater.
Na operação policial que mirou o núcleo familiar, as forças de segurança apreenderam 11 aeronaves vinculadas à família Marset. Uma das aeronaves, avaliada em mais de 1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 5 milhões), será submetida a perícia em busca de resíduos de cocaína. Além das aeronaves, as autoridades cumpriram mandados de busca em mansões de alto padrão usadas pela quadrilha e por seguranças em diferentes regiões da Bolívia. Os bens de luxo encontrados reforçam as suspeitas de que o grupo utilizava patrimônio ostentatório para lavar recursos ilícitos.
O líder da organização, Sebastián Marset, apelidado de “O Jogador”, mantinha uma fachada esportiva no país vizinho. Ele chegou a adquirir um clube de futebol em Santa Cruz de la Sierra, onde atuava simultaneamente como presidente, técnico e jogador profissional. Para garantir sua circulação e evitar detenções, o megatraficante valia-se de documentos brasileiros falsificados.
Até o momento, 13 membros da rede foram encaminhados para penitenciárias de segurança máxima em La Paz e Potosí. Tatiana permanece detida em Santa Cruz de la Sierra, com prisão preventiva decretada por tempo indeterminado. Sebastián Marset segue foragido e possui mandados de prisão ativos no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. As investigações seguem em curso com o objetivo de desarticular toda a rede de apoio que financiou e operou a organização por anos.







