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Pesquisa revela que quase 70% dos eleitores utilizam Instagram para se informar


Instagram é a principal fonte de informação política para 67,1% dos brasileiros, aponta pesquisa; público acima de 60 anos ainda prioriza sites tradicionais. (Foto: Instagram)

Uma sondagem da AtlasIntel em colaboração com a Arko Advice, divulgada em 1º de abril de 2026, mostrou que o Instagram se firmou como principal canal de informação política para os brasileiros. Do total de entrevistados, 67,1% afirmaram recorrer com frequência à rede social para acompanhar notícias e debates eleitorais, superando, dessa forma, veículos tradicionais de comunicação. O dado reforça a influência crescente das plataformas digitais no ambiente político nacional.

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Na sequência, os sites de notícias aparecem como segunda fonte mais citada, com 54,8% de preferência entre os respondentes. Logo atrás vem o YouTube, que alcança 39,3% de menções. Foi registrada também a perda de relevância da televisão: a TV aberta totaliza apenas 25,8%, enquanto a TV por assinatura atinge 20,1%. Por fim, rádio e jornais impressos figuram em patamares ainda mais baixos, com 5,4% e 3,9%, respectivamente, indicando o declínio dos meios tradicionais diante do avanço da internet.

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Entre os eleitores com 60 anos ou mais, no entanto, a liderança muda de mãos: 70,2% desse grupo indicam preferência pelos sites de notícias tradicionais para se informar sobre política. Esse público sênior é considerado decisivo nas urnas, pois apresenta índice de politização de 91,2%, bem acima da média geral, e maior entusiasmo para votar, com 71,9%. Esses números mostram que, ainda que o digital triunfe entre os mais jovens, caminhadas e debates presenciais seguem essenciais para convencer parcelas mais maduras da população.

De acordo com o relatório da pesquisa, “eleitores altamente engajados frequentemente desempenham um papel decisivo nos resultados eleitorais, com uma influência que vai além do seu próprio voto”. O documento destaca ainda que esse segmento costuma funcionar como multiplicador de opiniões no círculo familiar e de amizades, estendendo o alcance de informações e opiniões políticas para além de seus próprios perfis online.

O estudo foi realizado com base em recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), aplicando 4.224 questionários entre os dias 16 e 23 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06058/2026.

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