
Famosa tartaruga Jonathan segue viva e bem após boato de morte (Foto: Instagram)
Rumores de que a tartaruga Jonathan, com seus 193 anos, teria morrido ganharam força nas redes sociais nesta semana. Considerado o animal terrestre mais velho do mundo, o quelônio virou alvo de postagens alarmantes que circularam em perfis dedicados à vida selvagem e grupos preocupados com conservação. A informação acelerou o compartilhamento e gerou comentários de tristeza e comoção por parte de internautas e pesquisadores.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O boato sobre a morte de Jonathan se espalhou principalmente após uma brincadeira preparada para o dia 1º de abril, o tradicional Dia da Mentira. Apesar de o conteúdo ter sido publicado naquele contexto, muita gente acabou levando a notícia a sério, contribuindo para sua viralização. A reação intensa reforçou a atenção sobre a saúde e a longevidade do famoso quelônio centenário.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Na quinta-feira, 2 de abril, o perfil oficial no X, antiga plataforma Twitter, do Gabinete do Governador de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha, territórios insulares no Oceano Atlântico, publicou um esclarecimento sobre Jonathan. O órgão confirmou que a tartaruga “está viva e bem, continuando a desfrutar de sua pacífica vida em Santa Helena”, contestando qualquer boato contrário.
Segundo o veterinário Joe Hollins, responsável pelos cuidados de Jonathan há muitos anos, um usuário criou uma conta falsa e divulgou um texto emocionado anunciando o falecimento do animal em 1º de abril. No post apócrifo, o autor afirmava que “nosso querido Jonathan faleceu hoje pacificamente” e descrevia ter cuidado dele alimentando-o com bananas na mão e admirado sua “sabedoria silenciosa”. Hollins garantiu que jamais redigiu ou endossou aquela mensagem.
Estima-se que Jonathan tenha nascido em 1832, em Seychelles, arquipélago de 115 ilhas no Oceano Índico, a nordeste de Madagascar. Por volta dos 50 anos de idade, no final do século 19, o quelônio foi levado à Ilha de Santa Helena, onde, com o passar das décadas, se tornou uma atração local e ícone de longevidade animal. Hoje, ele é monitorado por biólogos que acompanham sua dieta, condições de saúde e comportamento.
O episódio evidencia a importância de checar informações antes de repassá-las, principalmente em datas propensas a brincadeiras e notícias falsas. Jonathan segue sua rotina pacífica em Santa Helena, e qualquer atualização sobre sua vida deve ser confirmada por fontes oficiais ou pelos especialistas que cuidam dele naquele ponto isolado do Atlântico.







