Família de Gisele critica aposentadoria rápida do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto

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Família repudia aposentadoria de tenente-coronel acusado de feminicídio (Foto: Instagram)

A família da soldado Gisele Alves Santana manifestou profundo repúdio ao ter conhecimento, por meio do Diário Oficial do Estado de São Paulo de 2 de abril, da aposentadoria concedida ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto pela Polícia Militar. A decisão, tomada enquanto o oficial permanece preso preventivamente, revoltou parentes da vítima, que consideram inaceitável que alguém acusado de feminicídio e de fraudar investigações seja ainda remunerado pelo erário.

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O ato administrativo foi publicado com rapidez incomum, segundo críticos, concluindo todo o trâmite em tempo recorde. Rosa Neto foi denunciado à Vara do Júri pelo Ministério Público por feminicídio e fraude processual. As investigações apontam que ele tentou simular um suposto suicídio de Gisele dentro do apartamento onde o casal vivia, no bairro do Brás, região central de São Paulo, fato que se tornou alvo de intensos debates entre defesa e acusação.

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Com a aposentadoria, o militar garantirá uma remuneração superior a R$ 20 mil mensais, valor que será bancado pelo governo do Estado. Embora atenda ao tempo mínimo de serviço exigido para a inatividade, Rosa Neto não recebeu a promoção ao posto de coronel, procedimento que em algumas situações é concedido automaticamente no ato da aposentadoria, o que gerou ainda mais questionamentos dentro da própria corporação.

A família de Gisele tem se mostrado indignada com o cenário. Em entrevista à TV Globo, o pai da vítima, José Simonal Telles, questionou: “Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse, covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não para ele?”. Marinalva Vieira Alves de Santana, mãe de Gisele, completou: “É muito revoltante ver um assassino desse ser aposentado assim tão rápido, é muito triste para nós”.

A Polícia Militar informou que aguarda o resultado do processo disciplinar interno para avaliar a possível expulsão definitiva do oficial. Enquanto isso, o tenente-coronel segue detido desde 18 de março, data em que foi preso sob a suspeita de ter atirado contra a esposa dentro do apartamento do casal.

O militar nega as acusações e sustenta que Gisele teria tirado a própria vida após o término do relacionamento. No entanto, essa versão é contestada por peritos e pelo Ministério Público, que apontam mensagens encontradas no celular da vítima e outros indícios coletados no local como evidências de ação criminosa.