
Bolsonaro sob nova restrição aérea: perímetro de 1 km ao redor de sua residência (Foto: Instagram)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a ampliação do perímetro proibido para voos de drones nas imediações da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Com a nova decisão, o raio passou de 100 metros para 1 quilômetro, substituindo a restrição anterior e elevando o nível de proteção em torno do imóvel. A ampliação reforça a vigilância sobre a área onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, buscando garantir maior segurança e privacidade.
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A medida foi oficializada em 2 de maio e atendeu a um pedido da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela guarda durante os 90 dias de prisão domiciliar do ex-presidente. O requerimento surgiu após avaliação do Batalhão de Aviação Operacional, que apontou a necessidade de estender o perímetro de proteção para minimizar riscos de monitoramento indevido. A decisão do ministro citou a adequação operacional e o nível de segurança exigido no caso concreto como justificativa para o novo raio restrito.
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Na semana anterior, Alexandre de Moraes já havia proibido voos de drones na área imediatamente ao redor da residência e autorizado a prisão de quem descumprisse a determinação. Com o aumento para 1 quilômetro, o objetivo é dificultar qualquer tentativa de captação de imagens ou informações por aeronaves não tripuladas. A medida reforça ainda o caráter punitivo para infrações, validando a detenção imediata de invasores do espaço aéreo restrito.
Em seu despacho, o ministro ressaltou que “mostra-se adequada a recomendação de ampliação do perímetro de restrição para o raio mínimo de 1 quilômetro, compatível com a realidade operacional e com o nível de proteção exigido no caso concreto”. O texto oficial enfatiza a importância de blindar a área contra ameaças que possam comprometer a integridade do ex-presidente ou expor detalhes da residência.
Jair Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão domiciliar, após condenação na ação penal relacionada à trama golpista de 2023. Desde o início do regime cautelar, o reforço da segurança incluiu barreiras físicas, monitoramento eletrônico e agora o controle ampliado do espaço aéreo por drones. As medidas fazem parte do pacote de prevenção e proteção estabelecido pelo STF para casos de detenção domiciliar de figuras públicas.
Especialistas em segurança e aviação civil apontam que o controle mais rigoroso do espaço aéreo por drones tem sido adotado em situações que envolvem alta sensibilidade política ou presença de autoridades sob vigilância especial. No Distrito Federal, agentes da Polícia Militar intensificarão as rondas para fiscalizar e interceptar aeronaves não autorizadas, garantindo o cumprimento da limitação estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal.







