
Americana de 50 anos foi presa injustamente após erro em reconhecimento facial (Foto: Instagram)
Uma americana de 50 anos, Angela Lipps, passou cerca de cinco meses presa injustamente após um erro em um sistema de reconhecimento facial. A detenção ocorreu em julho do ano passado em sua residência no Tennessee, nos Estados Unidos, sob a alegação de fraude bancária – acusação que se baseou unicamente na tecnologia de inteligência artificial.
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Segundo reportagem da CNN, a polícia de West Fargo afirmou ter utilizado a ferramenta Clearview, que identificou um suspeito com semelhanças físicas às de Angela. No entanto, a correspondência foi equivocada, resultando na prisão indevida da mulher, que manteve sua inocência desde o início do processo.
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Em outubro daquele ano, Angela foi transferida para Dakota do Norte, vivenciando pela primeira vez uma viagem de avião sob custódia policial. Em página criada no site GoFundMe, ela relatou ter se sentido “apavorada, exausta e humilhada” ao longo de toda essa experiência traumática.
O caso deu uma reviravolta quando um advogado em Fargo apresentou o extrato bancário de Angela, comprovando que ela se encontrava no Tennessee na data em que a fraude teria sido cometida. Em menos de cinco minutos de análise, as acusações foram derrubadas, conforme afirmaram as partes envolvidas.
No dia 23 de dezembro, pouco mais de cinco meses após a prisão inicial, um detetive de Fargo, o promotor público e um juiz concordaram em arquivar oficialmente o processo. Embora tenha sido libertada na véspera de Natal, Angela enfrentou severas consequências pessoais e financeiras decorrentes do erro judicial.
Além de ter sua reputação abalada, ela perdeu o imóvel que alugava e teve pertences apreendidos por não conseguir pagar o depósito. Na campanha de arrecadação, a americana declarou: “Não sou mais a mesma mulher. Acho que nunca mais serei”. A mobilização online garantiu mais de US$ 68 mil (aproximadamente R$ 358 mil).
Em resposta ao caso, o Departamento de Polícia de Fargo anunciou que deixará de enviar ou utilizar quaisquer dados do sistema Clearview de reconhecimento facial com inteligência artificial, reconhecendo os riscos associados à tecnologia.
