
Mariano Páez faz gesto racista em bar ao receber a filha Agostina Páez (Foto: Instagram)
A advogada e influenciadora Agostina Páez, ré por racismo em processo no Brasil, desembarcou na Argentina nesta semana após obter habeas corpus e pagar fiança. Ao ser recebida pelo pai, o empresário Mariano Páez, no aeroporto de Santiago del Estero, porém, o ambiente ganhou tons polêmicos, pois ele foi flagrado repetindo gestos com conotação racista.
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Menos de 24 horas após sua chegada a Santiago del Estero, vídeos captados em um bar viralizaram nas redes sociais. Em uma das gravações, Mariano Páez executa movimentos semelhantes a um macaco ao redor do rosto e dispara ter “asco pelo Estado”. Em outra, anuncia ter desembolsado a fiança de US$ 18 mil para que a filha responda ao processo em liberdade.
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A causa que levou Agostina à acusação no Brasil remonta a janeiro, quando frequentava um bar no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela teria usado expressões ofensivas de cunho racista e feito gestos que remetem a um macaco contra funcionários do estabelecimento. Na ocasião, foi presa e passou mais de dois meses com tornozeleira eletrônica.
Em defesa das imagens, Mariano Páez afirmou que os vídeos foram produzidos a partir de manipulação por inteligência artificial, alegando que seu gesto teria sido distorcido digitalmente. A influenciadora, por sua vez, repudiou a atitude do pai, afirmando que não se responsabiliza pela conduta dele. Segundo Agostina, ela já reconheceu seus próprios erros, apresentou pedido de desculpas público e está disposta a enfrentar todas as consequências legais.
A saída de Agostina Páez do Brasil foi autorizada pela Justiça local após a concessão de habeas corpus e o pagamento de fiança no valor aproximado de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos. Com a retirada da tornozeleira eletrônica permitida, ela realizou o voo de volta e, ao regressar à Argentina, descreveu sua estadia no país como um “calvário”, embora tenha reiterado o arrependimento pelo episódio.
Das três acusações iniciais, o Ministério Público aponta que Agostina cometeu crimes de injúria racial ao dirigir ofensas racistas a diferentes funcionários do bar em Ipanema. Com o encerramento da fase de instrução do processo, contudo, a Justiça considerou desnecessárias as medidas cautelares, mantendo apenas a obrigação de comparecimento periódico e contato permanente com as autoridades brasileiras, condição para que ela continue respondendo ao processo em liberdade.
Enquanto o caso segue em tramitação, o episódio reacende debates sobre o rigor da legislação antirracismo no Brasil e a aplicação de penas em contextos envolvendo estrangeiros. A repercussão internacional também coloca em relevo as discussões sobre uso de inteligência artificial para alterar evidências. A advogada e influenciadora, porém, mantém-se ativa em suas redes sociais, compartilhando atualizações sobre sua defesa e postura pessoal diante da polêmica.







