Desaparecimento de irmãos em Bacabal completa três meses e mãe faz desabafo

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Mãe faz apelo após 90 dias do desaparecimento de Ágatha e Allan em Bacabal (MA) (Foto: Instagram)

Neste sábado (4), o sumiço dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal (MA), completa 90 dias sem respostas. Para marcar a data, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, compartilhou novas fotos nas redes sociais e desabafou sobre a dor, a angústia e o vazio deixados pela ausência dos filhos. Ela ressaltou o sofrimento diário e a espera angustiante por qualquer pista que possa revelar o paradeiro das crianças.

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Em publicações emocionadas, Clarice dirigiu mensagens a cada um dos filhos. “Hoje se faz três meses que você e sua irmã desapareceram… o sofrimento continua, a angústia, a ansiedade, um sofrimento que não tem fim”, escreveu. Em outra postagem, ela desabafou: “Só peço a Deus que ele mostre vocês o mais rápido possível… tenho fé que vocês vão ser encontrados com vida”.

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Até hoje, não existe uma linha de investigação definitiva. Ágatha e Allan sumiram em 4 de janeiro enquanto brincavam perto de casa, acompanhados de um primo, numa área periférica de Bacabal, no Maranhão. Dias depois, o menino foi encontrado sozinho em uma região de mata, sem ferimentos aparentes e sem conseguir explicar o que ocorreu com os irmãos. Desde então, surgiram versões conflitantes, mas a polícia ainda não divulgou conclusões oficiais.

A investigação inicialmente considerou que as crianças poderiam ter se perdido, mas o depoimento do primo fez surgir a hipótese de sequestro. De acordo com Clarice, o garoto afirmou ter sido abordado por um homem que o despia e levava os irmãos. “Ele me disse que um homem tirou a roupa dele e levou meus filhos”, contou a mãe em entrevistas recentes, reforçando a suspeita de crime intencional.

Nos primeiros dias de buscas, uma grande força-tarefa foi montada: drones sobrevoaram áreas de mata, cães farejadores percorreram trilhas, helicópteros monitoraram a região e aparelhos de sonar mapearam o leito do rio Itapetininga. Um inquérito com centenas de páginas foi instaurado, com dezenas de depoimentos e perícias, mas nenhuma pista concreta emergiu das investigações.

Nos últimos dias, Clarice denunciou a perda de ritmo nas apurações e a falta de retorno por parte das autoridades. Ela afirmou que a mobilização perdeu intensidade e criticou a falta de transparência no andamento do caso. Enquanto aguarda por qualquer informação, diz viver em estado de alerta constante, temendo nunca mais rever os filhos.

Para manter o caso vivo e pressionar os órgãos de segurança, a mãe intensificou os apelos nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, pedindo que vizinhos, amigos e estranhos compartilhem as imagens das crianças. “Me ajudem a encontrar meus filhos”, implorou, ressaltando a importância de qualquer pista, por menor que seja, para solucionar o mistério.