Irã e EUA avaliam proposta de cessar-fogo que pode pôr fim à guerra

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Coluna de fumaça sobre Teerã em novo capítulo das hostilidades (Foto: Instagram)

Irã e Estados Unidos receberam uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão que pode encerrar as hostilidades já nesta segunda-feira (06). O plano prevê uma trégua imediata e, em seguida, negociações para um acordo mais abrangente a ser concluído em até 20 dias. Uma das vantagens esperadas é a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, passagem crucial para o escoamento global de petróleo.

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Segundo a agência Reuters, o governo iraniano já formulou uma resposta diplomática ao esboço de entendimento, mas ainda não divulgou sua posição oficial. Até o momento, os Estados Unidos também não se pronunciaram formalmente sobre a proposta nem sobre eventuais ajustes que possam pleitear.

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Fontes ouvidas pela Reuters indicam que o texto está dividido em duas fases. A primeira estabelece um cessar-fogo imediato, criando um ambiente propício para as tratativas posteriores. A segunda concede entre 15 e 20 dias para a negociação de um acordo mais detalhado, possivelmente formalizado por meio de um memorando eletrônico de entendimento, com o Paquistão atuando como mediador.

Caso o cessar-fogo entre em vigor, abriria caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã há mais de um mês em resposta às crescentes tensões. No entanto, autoridades de Teerã já sinalizaram que não pretendem liberar a rota apenas em troca de uma trégua temporária, deixando claro que exigirão garantias políticas e de segurança mais abrangentes.

A proposta, divulgada pela Reuters, não faz menção direta a Israel, país que também participa do conflito ao lado dos Estados Unidos. Ainda assim, analistas apontam que qualquer decisão de Washington poderá impactar a posição de Jerusalém, que mantém demandas próprias em relação ao Irã. Fontes afirmam que o chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, conversou durante a madrugada com autoridades dos dois lados, incluindo o vice-presidente americano JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi.

O possível acordo final deve envolver compromissos do Irã quanto ao seu programa nuclear, em troca de alívio em sanções internacionais e liberação de ativos congelados. Batizada provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, a iniciativa pode resultar em reuniões presenciais na capital paquistanesa para definir os últimos detalhes antes da assinatura definitiva.