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Luciano Hang apoia escala 4×3 no Brasil e questiona consequências econômicas


Luciano Hang critica proposta de jornada 4×3 e alerta para riscos à economia (Foto: Instagram)

O empresário Luciano Hang voltou a se posicionar publicamente contra o debate sobre a adoção da escala 4×3 no Brasil. Em postagem nas redes sociais, Hang ironizou a proposta ao afirmar que apoiaria o modelo caso fosse para “quebrar o Brasil” de forma rápida. Com esse comentário contundente, o dono da Havan reacendeu a discussão sobre os possíveis impactos na economia nacional.

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A publicação foi compartilhada nesta quarta-feira (27) por Hang, que expressou apreensão com as mudanças na jornada de trabalho em discussão. Ele criticou tanto o fim da escala 6×1 quanto a possível implementação da 4×3, que reduziria para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho e três de descanso. A reação do empresário gerou debates imediatos nas redes.

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Na visão de Luciano Hang, a diminuição da carga horária provocaria aumento nos custos operacionais das empresas, pressionando os preços ao consumidor e elevando a inflação. Para ele, despesas adicionais com contratação ou horas extras poderiam comprometer a saúde financeira do setor produtivo e tornar mais difícil a manutenção de negócios, especialmente em um cenário de recuperação econômica ainda lenta.

O empresário também afirmou que alterações pontuais na legislação trabalhista não resolveriam as questões estruturais do país. Em suas mensagens, Hang sugeriu que o governo e o Congresso deveriam concentrar esforços em políticas que estimulem a produtividade, a inovação e o crescimento sustentável, em vez de focar exclusivamente em mudanças legais para reduzir o tempo de trabalho. Ele destacou ainda que a adoção de novas tecnologias, investimentos em infraestrutura e o aperfeiçoamento do ambiente de negócios são fundamentais para impulsionar a economia. Segundo o empresário, sem avanços nessas áreas, qualquer mudança pontual na jornada será ineficaz.

Em sequência de publicações, o dono da Havan lembrou que “nenhum país ficou rico trabalhando menos e produzindo menos” e alertou que “a conta sempre chega, e quem paga é o povo”. Hang ressaltou também que debates rápidos na esfera legislativa podem ignorar estudos técnicos e a realidade de diferentes segmentos, trazendo mais insegurança jurídica ao mercado de trabalho. Essa manifestação ocorreu no contexto do avanço de propostas no Congresso Nacional que avaliam emendas constitucionais ligadas ao regime 4×3.

O tema ganhou força após declarações do deputado Sóstenes Cavalcante, que manifestou apoio à emenda da deputada Erika Hilton. A proposta de Hilton prevê a redução da carga horária para 36 horas semanais, mantendo a remuneração integral, enquanto os três dias de folga consecutivos seriam fixos. Parlamentares, setores produtivos e empresários seguem divididos sobre os efeitos dessa mudança, o que tem provocado intensos debates em comissões e no plenário.

Além disso, Luciano Hang comparou a realidade brasileira ao modelo de pagamento por hora adotado em partes dos Estados Unidos. Ele argumentou que, caso os custos trabalhistas subam de forma significativa, empresas podem frear investimentos e reduzir vagas, o que resultaria em produtos mais caros e menor geração de emprego. Para o empresário, a chave para melhorar a vida do brasileiro está em ampliar a renda e elevar a competitividade do país.

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