O caso Henry Borel ganhou novos desdobramentos após a declaração do médico psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro, durante o terceiro dia de julgamento da morte do garoto, ocorrido em março de 2021.
++Novo prazo de 30 dias para INSS liberar salário-maternidade é sancionado por Lula
O especialista afirmou que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, apresenta traços psicológicos de perversidade e comportamento associado ao prazer em provocar sofrimento em crianças pequenas. “Consegui perceber padrão de abuso infantil. Tem padrão de perversidade em infligir dor em crianças”, disse em depoimento ao Tribunal do Júri.
Dr. Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros, são réus no processo. Segundo a acusação, o menino teria sido agredido pelo ex-vereador, enquanto a mãe teria sido omissa diante das agressões.
O psiquiatra, que foi contratado pelo pai da vítima, afirmou ter baseado sua análise em depoimentos e relatos de terceiros, sem contato direto com os réus. Ele também mencionou outros casos envolvendo crianças que teriam sofrido agressões, apontando um suposto padrão de violência.
++Mulher reaparece viva após desaparecer em moto aquática no litoral paulista
As defesas de Jairinho e Monique contestaram o depoimento, alegando que não é possível formar diagnóstico ou perfil psicológico sem avaliação direta dos acusados. A juíza do caso, no entanto, negou os pedidos de impugnação. O julgamento segue com a oitiva de outras testemunhas, incluindo profissionais de saúde e peritos que atuaram no atendimento e na investigação da morte de Henry Borel.















