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Bebê palestino de 7 meses é fuzilado por soldados israelenses dentro de carro


Luto em Hebron: bebê palestino de sete meses é morto por disparos de soldados israelenses (Foto: Instagram)

O bebê palestino de sete meses, identificado como Sam Fahd Abu Haikal, e sua mãe perderam a vida após seu carro ser alvo de disparos de soldados do Exército de Israel na região de Tel Rumeida, ao sul de Hebron, na Cisjordânia. A tragédia aconteceu no último sábado (6 de junho), quando a família viajava pela estrada principal com destino a visita a parentes. O pai da criança, Fahd Abdul Aziz Abu Haikal, professor da Universidade de Belém, foi atingido na mão por estilhaços de bala.

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A família havia partido de Belém em um veículo particular e seguia pela rodovia que conecta a cidade a Hebron, em um trajeto comum para encontros familiares na região. Segundo relatos de moradores locais, o carro transitava de forma pacífica quando militares posicionados em ponto de controle iniciaram os disparos. Testemunhas afirmam que não houve qualquer tentativa de fuga ou manobra agressiva por parte do condutor, o que levanta dúvidas sobre a atuação dos soldados envolvidos.

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Os projéteis de calibre pesado atravessaram a lataria do veículo e atingiram diretamente a região da mandíbula do bebê Sam Fahd, enquanto sua mãe também sofreu ferimentos graves no tórax. Ambos foram rapidamente socorridos e levados a unidades de saúde próximas, mas não resistiram aos ferimentos. O pai, salvo por não estar no banco da frente, recebeu atendimento médico após ser ferido na mão e segue em recuperação. O enterro do menino ocorreu ainda no sábado, em Belém, em um clima de forte comoção entre amigos e familiares.

O Exército israelense divulgou nota afirmando que os militares reagiram a uma suposta investida do carro contra o grupo, mas uma apuração preliminar interna contradisse essa versão. As forças de defesa reconheceram que os alvos atingidos eram civis desarmados e não ofereciam risco. Um vídeo amador gravado por transeuntes mostra o instante exato em que o veículo é atingido sem qualquer sinal de aceleração em direção aos soldados, desmontando a justificativa inicial apresentada pelos oficiais.

Este episódio integra a escalada de operações terrestres e bombardeios promovidos por Israel na Cisjordânia desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023. Na investida do grupo extremista, aproximadamente 1,2 mil israelenses foram mortos e 251 tomados como reféns. Em retaliação, a campanha militar israelense ocasionou mais de 72,9 mil mortes de palestinos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza. Esses números são considerados confiáveis por especialistas independentes e por agências da ONU.

Organizações de direitos humanos, como a israelense Yesh Din, apontam que processos contra soldados acusados de ferir ou matar civis palestinos acontecem em casos excepcionais. Relatórios da ONG revelam que a taxa de responsabilização dentro das Forças de Defesa de Israel permanece extremamente baixa, alimentando críticas de observadores internacionais sobre a falta de transparência e justiça nas investigações de abusos em áreas ocupadas.

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