“Ele expunha genitais a crianças”, afirma homem detido por matar suspeito de abuso

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Policial civil conduz João Pedro Rodrigues Arrais, suspeito de homicídio, após prisão em shopping de Goiânia. (Foto: Instagram)

Na última segunda-feira (08), João Pedro Rodrigues Arrais, de 21 anos, foi preso dentro de um shopping center em Goiânia sob suspeita de envolvimento no assassinato de Júlio César de Carvalho, de 37 anos. O crime ocorreu no início da manhã na residência da vítima, localizada em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital. Segundo a Polícia Civil, o jovem estava foragido desde o dia em que o homicídio foi cometido. As investigações apontam que Arrais atuou diretamente na execução do crime, que chocou a comunidade local.

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Durante o flagrante, João Pedro admitiu ter planejado e executado o homicídio em conjunto com um primo, também de 21 anos, que segue foragido. Conforme relato do próprio suspeito, ambos tramaram os detalhes da ação antes de invadir a casa de Júlio César. A polícia contou que o segundo envolvido ainda não foi localizado e permanece sendo procurado. A prisão de Arrais foi resultado de um trabalho de inteligência e monitoramento policial em diversas localidades da cidade.

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Em depoimento, o suspeito disse que acompanhava a rotina da vítima há semanas, motivado por denúncias de condutas sexuais impróprias. João Pedro afirmou ter tomado conhecimento de que Júlio César já possuía antecedentes por estupro e, mais recentemente, teria exposto as partes íntimas para a filha do comparsa e para a esposa deste. Segundo ele, essa informação foi o estopim para que decidissem aplicar “justiça com as próprias mãos” contra o homem.

O jovem explicou ainda que o mapeamento da rotina da vítima incluiu observar horários de entrada e saída, além de coletar informações junto a vizinhos sobre possíveis movimentos suspeitos. As conversas com moradores reforçaram as suspeitas já existentes, levando os primos a aguardarem o momento em que Júlio César estivesse sozinho em casa para cometer o assassinato. Após o ataque, eles fugiram rapidamente, deixando poucas pistas no local do crime.

De acordo com o Jornal Opção, João Pedro Rodrigues Arrais já respondia a processos por homicídio e tráfico de drogas antes de se envolver neste caso. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Grupo de Investigação de Homicídios, onde permanece à disposição da Justiça. No decorrer da ação policial, foram apreendidos objetos que podem ajudar a esclarecer todos os detalhes do crime, como vestígios de sangue e ferramentas utilizadas na invasão. As autoridades seguem em busca do primo foragido e aprofundam as investigações.