
Plug anal sugado: influenciadora Daniella Motta relata acidente e médico alerta para riscos (Foto: Instagram)
A influenciadora digital Daniella Motta compartilhou nas redes sociais um episódio inusitado em que um plug anal foi “sugado” para dentro de seu corpo, exibindo um exame de raio-X da região pélvica que mostra claramente o formato do dispositivo alojado. O caso ganhou repercussão e fez o coloproctologista Daniel Brosco alertar para a complexidade desse tipo de acidente, sobretudo em pacientes que utilizam anticoagulantes ou quando o objeto se posiciona de forma lateralizada, exigindo anestesia geral devido ao risco de perfuração e hemorragia em mucosas fragilizadas.
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No vídeo publicado em suas plataformas, Daniella explicou que o incidente não tem relação com a espessura do acessório, mas sim com o relaxamento involuntário da musculatura pélvica. Ela aproveitou para esclarecer mitos gerados pela curiosidade do público e reforçou que o processo de “sucção” ocorre por mecanismo puramente anatômico. “Acontece, quando a musculatura relaxa, pode ser sugado as coisas. Da próxima vez, vou colocar uma cordinha para evitar que isso se repita”, disse a influenciadora.
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Especialistas explicam que os movimentos peristálticos do intestino, responsáveis pelo transporte de conteúdo ao longo do canal digestivo, e o vácuo natural gerado no reto são suficientes para deslocar e reter objetos estranhos. Segundo Daniel Brosco, o volume de casos envolvendo brinquedos íntimos que chegam aos prontos-socorros tem sido impressionante. “Se eu fosse criar uma série com todos esses episódios, superaríamos qualquer produção de tanto que acontece”, desabafou o médico em suas redes sociais, enfatizando a necessidade de alerta sobre o uso irresponsável desses itens.
O coloproctologista detalhou ainda as dificuldades de um procedimento cirúrgico em pacientes que fazem uso de anticoagulantes. Em um dos casos atendidos, a equipe precisou optar pela anestesia geral em vez da raquidiana, pois havia risco elevado de sangramento. Além disso, a posição lateral do objeto dentro do intestino aumentava as chances de perfuração da mucosa, especialmente em pessoas com histórico de pólipos ou procedimentos prévios de raspagem.
No caso mencionado, o acessório foi retirado com sucesso por via endoscópica, sem necessidade de incisões abertas no abdômen. Brosco destacou que, apesar do desfecho positivo, cada centímetro de desvio do objeto dentro do canal anal ou intestinal pode tornar a extração muito mais arriscada, exigindo toda a cautela da equipe cirúrgica.
Para prevenir esse tipo de ocorrência, o especialista recomenda que os fabricantes invistam em bases de segurança mais largas, pontas arredondadas e cordões de retenção. Do lado do usuário, as orientações são claras: optar por produtos com trava de segurança visível, usar lubrificação abundante para reduzir atrito e jamais recorrer a laxantes em caso de acidente, pois isso pode agravar o quadro ao empurrar o objeto para regiões ainda mais profundas.








