
Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de feminicídio em Belo Horizonte (Foto: Instagram)
A Justiça decretou nesta quinta-feira (23) a prisão preventiva de André Junio Silva de Carvalho, 24 anos, investigado pelo feminicídio de sua companheira, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, 36. O suspeito foi detido em flagrante após a descoberta do corpo no imóvel onde ambos viviam, no bairro Camargos, em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Civil, André confessou ter estrangulado Stifanie durante uma discussão e permaneceu no apartamento por cerca de quatro dias antes que o crime viesse à tona.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
André Junio foi inicialmente preso em flagrante e seguirá detido enquanto prosseguem as investigações e o trâmite judicial. O corpo de Stifanie foi encontrado na tarde de segunda-feira (20) no apartamento localizado na região Oeste da capital mineira. A Polícia Civil apurou que o crime ocorreu na noite de 16 de julho e, em depoimento, o suspeito admitiu o estrangulamento após uma briga entre o casal.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O juiz Diego Gómez Lourenço, responsável pela decisão, ressaltou a gravidade dos fatos e a necessidade da prisão preventiva diante da periculosidade demonstrada por André. No despacho, o magistrado mencionou a violência empregada e a frieza do investigado ao permanecer dias com o corpo da vítima no local, utilizando até o celular de Stifanie para enganar amigos e impedir que o crime fosse percebido.
O desaparecimento de Stifanie mobilizou moradores do condomínio, que estranharam a falta de contato e acionaram a Polícia Civil. Vizinhos acessaram o apartamento pelo lado externo, encontrando o corpo envolto em diversos cobertores e em avançado estado de decomposição. Os agentes também constataram que o imóvel estava completamente desorganizado, reforçando as circunstâncias chocantes em que o feminicídio ocorreu.
As investigações indicam que o casal havia iniciado o relacionamento cerca de três semanas antes, após se conhecerem pela internet. Testemunhas disseram ter visto André deixando o prédio carregando duas malas grandes e uma mochila no dia em que o corpo de Stifanie foi achado. Essas circunstâncias reforçam a suspeita de tentativa de ocultação do crime e contribuíram para a conversão da prisão em medida preventiva.
O processo segue em curso na Justiça mineira, com análise de provas e depoimentos para subsidiar a acusação e a defesa. A Polícia Civil prossegue ouvindo testemunhas e reunindo laudos periciais para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Stifanie. Ainda não há data para audiência de instrução, mas o caso segue sob sigilo parcial para garantir a integridade das diligências.
