Suspeito corta dedos de professora para sacar R$ 18 mil

Posted by


Vivaldina de Jesus Bonfim, 64 anos, posa em rede antes da tragédia em Santa Rita de Cássia (BA). (Foto: Instagram)

A Polícia Civil investiga o latrocínio da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, em Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia. Conforme as apurações, um dos envolvidos teria cortado os dedos da vítima para usar sua biometria bancária e realizar saques que totalizaram R$ 18 mil.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

O principal suspeito, identificado como Cristiano Machado de Oliveira, foi até uma agência em Serrinha, no nordeste baiano, para efetuar as retiradas após o crime. A identificação dessa movimentação só foi possível graças à quebra do sigilo bancário da vítima, autorizada pela Justiça.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Segundo o delegado Leonardo Mendes, responsável pelo caso, Cristiano realizou três saques que somaram R$ 18 mil. Ele ainda tentou um quarto levantamento, mas não conseguiu a autenticação biométrica porque os dedos de Vivaldina já se encontravam em avançado estado de decomposição.

O corpo da professora foi encontrado em 7 de junho pelos próprios familiares, que estranharam o desaparecimento e acionaram a polícia. O cadáver estava no banheiro da residência, enrolado em um lençol e apresentava lesões aparentes na cabeça e nas costas, indícios de violência antes da morte.

Até o momento, quatro suspeitos foram presos por envolvimento no crime. Três deles foram detidos em 3 de julho, enquanto o outro já havia sido capturado em 20 de junho. Dois homens foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Barreiras, e duas mulheres aguardam transferência para o Conjunto Penal Feminino de Jequié.

O primeiro investigado localizado foi preso em uma fazenda, dois dias após escapar de uma tentativa inicial de captura. A ação contou com apoio das equipes de polícia civil local e de unidades vizinhas, que trocaram informações para rastrear os suspeitos.

A Polícia Civil segue reunindo provas e depoimentos para esclarecer a participação de cada um dos réus. O delegado Leonardo Mendes reforça que o caso é tratado oficialmente como latrocínio, crime que combina roubo com resultado morte, e aguarda laudos periciais complementares para concluir o inquérito.