
Médico desaparecido denuncia homofobia antes de ser encontrado morto em túmulo (Foto: Instagram)
Pouco antes de desaparecer, o médico Lucas Macedo Martins, de 32 anos, gravou um vídeo que circulou entre pessoas próximas após sua morte. Nas imagens, compartilhadas apenas em seu perfil restrito, ele surge visivelmente emocionado e chorando, relatando ter sofrido homofobia por parte de familiares. A gravação, feita na madrugada de 21 de julho, ganhou repercussão quando Lucas foi encontrado morto na última sexta-feira (24) em um túmulo do Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho.
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Testemunhas que tiveram acesso ao vídeo afirmam que Lucas cita indiretamente o nome de familiares envolvidos nos episódios de discriminação, mas a gravação completa e a identidade dessas pessoas não foram divulgadas. Apesar de restrito, o conteúdo tem sido avaliado pela Polícia Civil de Rondônia para verificar se as denúncias de homofobia podem estar ligadas ao contexto do crime e às motivações por trás do homicídio do médico.
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O corpo de Lucas foi achado quatro dias depois do desaparecimento, quando o gerente do Cemitério Santo Antônio notou a tampa de um túmulo deslocada. Ao verificar, encontrou o médico sem vida e acionou a Polícia Militar. Na perícia inicial, a Polícia Civil constatou várias lesões na cabeça, incluindo no crânio, no rosto e no olho direito, indicando que ele foi brutalmente agredido antes de ser colocado no túmulo.
Durante as diligências, as autoridades localizaram o carro de Lucas. Segundo a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DHPP), imagens de câmeras de monitoramento registraram o veículo transitando pela BR-364 em direção a Guajará-Mirim, rota que segue até a fronteira com a Bolívia. Até o momento, a linha de investigação mais provável é a de latrocínio, pois há indícios de que o médico pode ter sido vítima de roubo seguido de morte.
O automóvel apreendido passará por perícia detalhada para identificar possíveis vestígios de DNA, digitais ou outros materiais que ajudem na identificação dos responsáveis. Além disso, a Polícia Civil recolhe depoimentos de testemunhas e avalia imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos. Os investigadores também checam se há conexão direta entre os relatos de homofobia feitos por Lucas no vídeo e as circunstâncias do crime para entender a dinâmica dos fatos.
Até o momento, nenhum suspeito foi detido. As investigações seguem sob sigilo, e os peritos aguardam os laudos oficiais para comprovar o tipo de violência praticada e apontar as motivações do homicídio. A Polícia Civil reforça que continuará colhendo provas e ouvindo testemunhas para esclarecer completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos no crime que tirou a vida do médico em Porto Velho.
